Aragão Por Lone Rider- Cerler o povo mais alto dos Pirineus Aragoneses

Domingo, de manhã cedo, acordo com um braço a asfixiar-me.
Tento libertar-me e não posso, não consigo mexer-me.
As mantas, os lençóis e aquele braço começaram a provocar-me um ataque claustrofóbico!
E qual é o melhor tratamento para a claustrofobia?
Não me venham dizer que são os espaços abertos, porque toda a gente sabe que para a claustrofobia o melhor é um capacete, uma mota e uma estrada cheia de curvas!
Acho que comecei mal esta cronica….
Comecemos de novo.

Domingo, de manhã, não sei bem a que horas, acordo porque já não tinha sono.
O que vou fazer hoje?
Não trabalho, não tenho nada para fazer, não consegui pinar na noite anterior, estou há beira de uma depressão….
E qual é o melhor tratamento para a depressão?
Não me venham dizer que são os ansioliticos porque todos sabemos que o melhor tratamento para as depressões (para alem de um tiro na cabeça) são as motas, umas gajas nuas e cervejas há mistura!
Não é bem isto….

Domingo, de manhã, nem sequer olhei para o relógio, acordei porque ainda tenho sinais vitais.
Apetece-te alguma coisa?
Não, nadinha!
Então enrosca-te mais uma vez nos cobertores antes que te de vontade de ir andar de mota.
E qual é o melhor tratamento para ir para a vontade de ir andar de mota?
Não me venham dizer que é ir andar de mota, porque vocês sabem muito bem que quando há vontade de ir andar de moto o pior que se pode fazer é resistir, porque senão o que acontece é que desapareces com a moto e nunca mais voltas!
Porque será que me lembrei da Paula Kota depois de escrever isto?

Bem!
Vamos lá começar esta cronica como deve de ser.
E que tal dizer a verdade?

Domingo, de manhã e eu acordei!
Salto da cama, visto o fato térmico e o fato de turismo em tempo record, monto na Dorothy e digo:

-Dorothy! Welcome to the jungle!
E pelos vistos uma Selva emersa num nevoeiro denso que obrigava a andar muito devagar.
Depois a ausência de luz do sol ajudava as temperaturas baixas ficarem ainda mais baixas.
De Zaragoza até Huesca não se via um palmo há frente do nariz, gelam-se-me os dedos duas vezes e parei outras tantas para os aquecer (a minha luvas estão mesmo a precisar de um banho de gasolina!).
Em Huesca apanhamos direcção Lérida mas o nevoeiro não dava tréguas!
O que me contentava foi o que um dos senhores que servia no bar que me disse que para a montanha estaria bom tempo.
Pois é meus amigos, a primeira voltinha que vou dar com a Dorothy vai ser nos Pirineus, desta vez há procura dos picos nevados e de uns desfiladeiros lindos!
Quando chegamos a Barbastro o nevoeiro começou a deixar ver mais alem dos 50 m e quando sai da autovia em direcção a Monzon já se via bem alem dos 150m, mas o sol esse não se via, com as temperaturas de apenas 2 graus acima da temperatura de congelamento da agua.
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Esta é a Catedral, de estilo Mudejar e data do sec XII.
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Este é o Castelo de Monzon, ultimo bastião aragonês dos Cavaleiros da ordem do Templo, que sofrerem 7 meses de acedio por parte de Sancho II depois da Bula de Clemente VI que pos fim há Ordem do Templo.
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Subir até la cima era imperioso, pois tudo o que se refira há Ordem do Templo fascina-me. Mas é um trabalho árduo, dado que se trata de uma ladeira muito empinada.
Mas eu já só ouvia os cavalos a subir pela calçada, com cavalheiros vestindo túnicas brancas com a Cruz Vermelha montados neles!
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Era aqui que, outrora, as suas montadas repousavam.
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Desde lá de cima, percebia-se a posição estratégica do castelo, que dominava todo o vale!
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Continuamos a subir, para visitar os edifícios do recinto amuralhado.
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A torre de menagem!
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Os dormitórios.
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O templo, onde se exibe um documental sobre a vida de um Cavaleiro da ordem do Templo!
Para aqueles que não sabem os Cavaleiros da Ordem do Templo, também conhecidos como Templários, eram monges guerreiros e como tal, faziam voto de castidade, de pobreza e prometiam nunca atacar um cristão.
A Ordem do Templo foi criada para guardar o Templo em Jerusalém e os caminhos que levam até ele!
As Cruzadas há Terra Santa foram comandadas pelos Cavaleiros da Ordem do Templo com o único e simples fim de permitir aos fieis cristãos de visitarem Jerusalém (cidade templo) em segurança!
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Charles de Molay foi o ultimo Grande Mestre da Ordem e, como já vos contei na minha ida ao Inferno, morreu queimado na fogueira, acusado de sodomia e heresia!
Com a Bula de Clemente VI a Ordem foi dissolvida e os Cavaleiros da Ordem absorvidos por outras ordens religiosas.
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Houve no entanto, Reinos que aproveitaram o conhecimento bélico dos Monges Guerreiros e criaram uma Ordem Religiosa Militar. Foi assim que nasceu a Ordem da Cruz de Cristo em Portugal.
Hoje em dia, a Ordem da Cruz de Cristo é uma condecoração que o Presidente da Republica outorga a quem se destaca na divulgação da nacionalidade portuguesa.
Eu, segundo as minhas fontes, estou quase lá!
O que foi!?
Nem sempre é fácil dizer uma “Barbaridade” sem mentir, como fazem os políticos!
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Os edifícios vistos desde onde fiz a minha selfie!
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O refeitório.
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Subimos há Torre de Menagem para contemplar o nevoeiro, uma vez que este não nos deixava ver muito mais que o casario de Monzon.
Descemos cá abaixo, e abalamos em direcção as montanhas nevadas, onde o sol aquecia o esqueleto.
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Estrada larga, curvas rápidas, pouco transito!
Vamos Dorothy, mostra-me o que és capaz!
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E os montes juntam-se todos, a estrada começa a ficar estreita, o piso molhado e eu desconfiado!
Olho para o mentiroso e este diz -3ºC e salta-me há ideia GELOOOOOOO!!!!!
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Não escorregamos, mas dá para ver como estava a coisa!
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Grande camada de geada tinha caido na noite anterior!
Espantem-se amigos, era quase 1 da tarde.
O maior perigo das estradas de montanha é a ausencia de luz directa do sol durante o dia, o que permite temperaturas ao nivel do solo muito baixas e o consequente risco de formação de gelo.
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Mas há sempre uma luz ao fundo do tunel!
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E o sol espreita….
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Eu bem que ouvia o barulho das aguas….
Só depois é que me lembrei: “deixa-me olhar lá para baixo!”
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Depois destas curvas (umas trezentas) esta Benasque!
Um dos povos mais bonitos de todo os Pirineus!
Outrora acampamento base para os pastores da zona, mas hoje vive do gelo, da neve e dos gajos aficionaos do Sky, Sku e derivados!
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Fizemos uma visita pelo povo para esticar as pernas e petiscar alguma coisa!
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Ao fundo o Cerler, pico com mais de 2400m de altura.
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Mais ruelas sombrias, num dia em que sabia bem estar ao sol!
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Uma torre….
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Finalmente a casa de refugio aos alpinistas!
Prontos!
Já chega!
Vamos meter Benasque num bolso e leva-lo para casa!
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De Benasque a Cerler há 6km e vale bem a pena!
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Não só pelas curvas que tem o trajecto, mas tambem pelo bem conservaado que está o povo.
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Com uma estação de Sky, virado para o turismo, dá para ver que existe uma preocupação na conservação das suas origens.
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Por momentos lembro-me de Piodão e começo a temer não encontrar um sitio onde dar volta há Dorothy.
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Ao lado de um templo existe sempre um largo, Cerler não era excepção!
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E com vistas excepcionais!
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Jà de partida, fizemos esta panoramica a Cerler!
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Para que conste que Dorothy esteve em Cerler, o povo mais alto dos Pirenéus Aragoneses!
Era hora de voltar, já era tarde, sobravam apenas um par de horas de luz e o melhor era sair dali quanto antes porque as estradas estavam delicadas, apesar de haver sal no asfalto.
Como nunca voltamos pelo mesmo caminho, decidimos descer até Campo e depois seguir em direcção a Graus, para apanhar um desfiladeiro que já fiz varias vezes, mas por infortúnio não pude registar.
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Cá está ele!
Daqui em adiante a estrada fica estreita e pendurada no barranco, com o rio a passar raivoso lá em baixo!
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Esta é a ultima imagem do dia, pois uma vez em Barbastro (novamente) apanhamos a autovia em direcção a Huesca e depois a Zaragoza.
A Dorothy portou-se muito bem, adorou as curvinhas e esteve sempre há altura das necessidades!
Recomendo vivamente um visita a Cerler, pelo entorno, pela situação e para quem gosta, fazer desportos de inverno!
Até há próxima e Boas Curvas a todos!

Aragão Por Lone Rider- Talamantes Um Pequeno Paraiso

O meu dia a dia é carregado de stress.
A estrada é fonte de muitos conflitos e o desgaste emocional que provoca vai-nos transformando como pessoas.
Para fugir a isso tudo, e unir o útil ao agradável eu utilizo a moto como terapia.
Desta vez fui há procura de algo novo, um sitio onde se acabasse a estrada e começasse o paraíso!
Eis o primeiro sinal!
1 Arvore
A estrada estreita sobe o monte que nos aproximam a linha do horizonte, deixando uma vista que muda a cada curva que passa.
2 Maria e as Peñas
Ao fundo estão as Peñas de Herrera, com mais de 1500m de altitude, são a marca que um antigo glaciar deixou para a posteridade.
3 Peñas de Herrera
E a estrada volta a retorcer-se para nos brindar com as surpresas menos esperadas!
4 Talamantes
Ali, metida no meio dos montes, ao abrigo de uma antiga muralha templaria do sec XII, estava Talamantes, onde se acaba a estrada!
5 Rua 1
Numa pequena exploração, conclui que a nível cultural e arquitectónico não tem muito para oferecer.
Trata-se de uma povoação normal, como todas as outras, cujas gentes vivem da agricultura de do gado.
6 rua 2
Mas ao vaguear pelas ruas, a calma e a paz vão-se entranhando no corpo. Começas a andar mais devagar, não estas tão alerta, tudo te parece harmonioso.
7 rua  3
Era isso mesmo que procurava, um escape, um sitio donde pudesse evadir-me e esquecer o mundo em que vivo!
9 Castelo
Esta é a única muralha do antigo Castelo, construído pelos Cavaleiros da Ordem do Templo.
Pode-se subir e tocar as muralhas, mas para ser sincero, para alem do caminho sinuoso, o que realmente é bonito é ver todo em conjunto.
11 pueblo
É aqui que Talamantes ganha beleza, como um conjunto, e não por algo cuja beleza ou importância anule a beleza do conjunto.
12 Pueblo 2
As cores do Outono dão há paisagem aquele sentimento bucólico da lareira, castanhas e vinho, com as primeiras neves a cair na rua.
Sim!
Aqui neva, estamos a 954m de altura!
13 castelo 2
Agora podemos ver a muralha com mais detalhe ao afastar-nos dela.
14 Peñas de Herrera
As Peñas de Herrera são fruto de um glaciar, que com a sua acção erosiva deixou este curioso recorte no horizonte!
Existem caminhos que nos levam praticamente até aos seus picos.
Não sei porque mas comecei a pensar na Dulcineia!
15 Ponte mediaval
Esta ponte, de fundação medieval, atravessa o rio e leva-nos até há Ermita templaria de São Miguel, Santo Padroeiro de Talamantes!
16.1
Agua limpas, puras, sem tratamento que não seja o purificador dado pela mãe natureza, que enchem de som a vida de cada dia deste povo, para alem de o abastecer!
17 Caminho
E o caminho torce-se mais um pouco….
18 Ermita de San Miguel
Ate que chegamos há ermita….
18 Sino
Tudo muito simples!
Como a vida mesma, que tanto teimamos em complicar.
19 Talamantes
Hei-la!
Talamantes um Pequeno Paraíso!
Continuamos a subir o sinuoso leito do rio para chegar o bosque.
20 Pinhais
Não é muito comum em Aragão (salvo nas zonas mais montanhosas) encontrar pinhais e matas densas.
Para os amantes do senderismo esta zona é rica em caminhos, todos eles bem sinalizados.
21 riacho
E o rio serve perfeitamente de banda sonora a tudo isso!
Outra particularidade destas paragens é a abundância de todo tipo de cogumelos, comestíveis e não comestíveis, onde as jornadas micologicas de Talamantes dão a conhecer, entre outras coisas, as varias formas de destingir o cogumelo que torna um arroz delicioso daquele que te pode levar há morte em agonia.
22 Caminho a Talamantes
Volto ao povo pelo caminho, com a ideia de que não posso fugir e encarar a minha realidade. Esta na hora de montar na Maria e voltar ao meu mundo complicado!
23 Bota
Não antes de fazer publicidade a esta reutilização muito original de uma bota!
Essa mesma bota que, muito provavelmente caminhou pelos caminhos deste pequeno paraíso.
24 Peñas de Herrera
Monto na Maria das Curvas e despeço-me das Penãs de Herrera apanhando a direcção de Alcala de Moncayo.
25 bici
O mesmo povo que recebeu a “Vuelta” desta forma…
26 Alcalá de Moncayo
Outro conjunto que, em conjunto, parece bastante interessante!
E a estrada deixou de ser estreita, as curvas passaram a ser rápidas e a linha do horizonte mais longínquo.
Do Paraiso a Zaragoza há 87km de distancia e muitas curvas rápidas que Maria devorou com o apetite de sempre!

Dulcinea, o meu motocultivador!

Gs, Gsa, Super (piano)Teneré, CrossTourer, Tiger (grrrr), Multistrada, 1190 Adventurer, Stelvio, bla, bla, bla…..

Tudo motos polivalentes, chamadas Globe Trotters, capazes de chegar donde as outras não chegam (depende em parte , não da astucia, mas se é um tótó que tem uma Maxi Trail por ser moda) e capazes de levar grandes capacidades de carga, com grandes doses de conforto a velocidades proibidas pela lei y com tamanha capacidade de juntar acessórios que há por aí alguma que já não pode levar nem mais um kg de carga útil!
A muitos desses, fazendo valer de sua postura de grandes aventureiros, o que fazem é chamar ás suas montadas de Tractores!
Pois bem, lá em casa dorme uma XR125, de 14 cavalos, com 7 anos de idade e apenas uma grelha no seu dorso para poder levar algumas coisas amarradas!

1 Dulcinea

Apresento-vos a Dulcinea! O meu moto-cultivador!

Dulcinea, como vocês já tiveram oportunidade de ler anteriormente já se aventurou pelo campo, já participou nos meus periplos pelo Aragão profundo e só ainda não viajou porque a Maria das Curvas prometeu-me assar a tomatada nos seus silenciadores se eu deixar de viajar com ela!
Recentemente, como algum de vocês deve saber, eu mudei-me de casa…
Dulcinea foi ferramenta importante nesse trabalho de mudanças!
2 Viagem de Fim de Semana
Esta é Dulcinea preparada para um fim de semana de escapada!
A partir daqui vão ver porque lhe chamo moto-cultivador….
3 Fim de Semana Romantico
Dulcineia há procura de um fim de semana romântico!
4 Objectos Pessoais
Sempre prestável, ajuda-me em tudo o que me é possível. Este foi o dia em que eu entrei para a minha nova casa.
5 Compras
Depois de entrar, tivemos que preparar a casa para começar a montar tudo nos seu novos sítios!
6 carrinho vs Dulcinea
Para entrar, deveríamos acondicionar primeiro todos os meus pertences. Compramos caixas de cartão, e fizemos as compras do mês. Foi então que surgiu o primeiro desafio para Dulcinea.
Como levar tudo isto!?
7 Dulcinea Win's
No duelo Carrinho vs Dulcinea foi canja com a ultima a saborear uma vitoria limpa!
Mas o pior ainda esta para vir.
Dos poucos moveis que tenho (alugo sempre casas mobiladas) alguns não os podia desmontar por falta de tempo e porque se o fizesse, nunca mais os podia voltar a montar!
8 Convoy Excepcional 1
Sai a mesa do escritório para o canto!
9 Convooy Excepcional 2
E agora a cadeira do escritório e alguns rolos de papel higiénico!
Ia cagado de medo, porque foi o único momento em que podia ser multado!
10 Convoy Excepcional 3
Ora aqui está um armário de mais de 2m de alto!
Não foi fácil, devo reconhecer, os policias municipais ainda releram o livro há procura de uma sanção que pudessem aplicar mas eu estava dentro da lei!
Dulcinea, como bom moto-cultivador que se prese, cumpria com nota elevada o seu trabalho!
11 Mega convoy 1
Chega a hora das caixas, caixotes e demais artilugios!
12 Mega convoy 2
Este é o meu equipamento motard (capacetes, luvas , casacos, calças, sacos cama, tendas, etc, etc…)
13 Mega convoy 3
Maria das Curvas estava morta por ajudar, mas as suas artroses no cubo da roda traseira não lhe davam descanso!
Ora, como estávamos ocupados com a mudança e não tínhamos tempo para prestar a atenção que Maria merece, decidimos levar as rodas ao sr doutor e, mudando os rolamentos das rodas, resolver de uma vez por todas as artroses de Maria das Curvas!
14 Dulcinea Enfermeira!
Uma vez mais foi a Dulcinea que tratou do trabalho de enfermagem, levando as rodas ao doutor e trazendo-as de volta!

Moral da historia!?

Uma mota, independente da sua ficha técnica, é capaz de tudo!
Viva a minha Dulcinea!
Viva o meu moto-cultivador!

Aragão por Lone Rider- A Capital do Reino

Introdução

Para aqueles que ainda não sabem, antes de começar a falar da capital do reino, devo falar um pouco do reino e dos aragoneses.

Aragão é um dos três reinos históricos que formam a Coroa de Espanha, no qual o seu escudo figura no Brasão da Bandeira Espanhola. Surgiu no principio do sec IX d.c. e teve o seu auge no secuko XIII e XIV donde chegou a aglutinar os territórios que hoje são a Autonomia de Aragão, Catalunha, Valencia, Mayorca e Menorca, o Reino de Napoles, Secilia e Serdenha, para alem de grande parte do Languedoc Roussilon!
No seculo XV, com o casamento dos Reis Católicos (Isabel de Castela e Fernando de Aragão) forma-se o maior reino da Peninsula (reino de Espanha) e desde então Aragão contribuiu activamente para a unidade do reino!
Actualmente a Comunidade de Aragão representa 10% do território nacional, tem mais ou menos 140000 habitantes e representa 3,5 do PiB espanhol!
Desde a sua existência e ao longo dos tempos ilustres figuras fizeram juz há fama dos aragoneses. Desde Alfonso El Batallador até Luis Buñuel, passando por JaimeI, Isabel de Portugal (Rainha Santa Isabel), Miguel Servet, Fernando el Catolico, Francisco de Goya, Jose de Palafox ou Augustina de Aragon, o povo aragonês foi sempre reconhecido como determinado e valente, temido no mediterrânico e respeitado por toda a Peninsula.
Para aqueles que não conhecem, em algumas partes de Espanhã os Aragoneses são reconhecidos pela sua teimosia e pela forma rude que estes aparentam ter. É verdade que os Aragoneses tem muita personalidade (em especial as mulheres) mas a “Nobreza Baturra” é algo difícil de explicar, porque numa casa aragonesa a hospitalidade é soberba, ajuda e a solidariedade não falta e a bondade algo sempre presente!
Tenho 13 anos entre os “Manhos” (maneira popular de se tratarem) e apesar de comprovar todos os seus defeitos e virtudes, posso dizer que quase já me sinto como um deles, pela fraternidade que demonstram!

A Capital do Reino

Zaragoza é uma cidade milenar, com vestígios da sua existência que indicam que antes dos reis Godos já era uma zona habitada representando uma encruzilhada de varias rotas oriundas de varias partes da Península.
Na actualidade Zaragoza, tem mais 700000 habitantes, constituindo a quinta maior cidade de Espanha com uma historia rica em acontecimentos históricos, alguns dos quais eu abordarei ao longo desta crónica!
Foi num domingo de Septembro, solarengo e caloroso que eu e Dulcinea começamos esta pequena aventura citadina!
1 ALjaferia
O que voces podem ver ao fundo é a Aljaferia, edifício fortificado que foi mandado construir por um Rei Mouro da Taifa de Zaragoza.
2 Bandeiras
Desde então, foi sempre a residência dos réis Aragoneses e do poder legislativo até aos dias de hoje, que alberga as Cortes de Aragão (parlamento autónomo).
3 Claustro
A sua arquitectura é marcadamente muçulmana.
4 arcos
Com um claustro e jardins que nos fazem viajar ao tempo da Taifa de Zaragoza.
5 Claustro e Jardim
Jardins com árvores de fruto e agua corrente, próprio de um povo que gostava das ciências e as aplicava com mestria
6 Jardim
Com a chegada dos réis católicos a Aljaferia sofre as alterações para albergar as cortes.
7 Sala dos Rei Catolicos
O primeiro Rei Cristão a instalar o poder na Aljaferia foi Alfonso El Batalhador, conhecido assim porque ganhou 26 batalhas seguidas aos infiéis sarracenos, chegou a reinar por toda a península ate que se deu anulado o seu casamento com Urraca de Castela.
8 Sala do Trono
O Brasão da Coroa de Aragão na sala do trono.
10 Claustros
Uma perspectiva diferente da entrada há fortaleza.
11 Escadaria
A escadaria real.
11 Aljaferia
A fortaleza, símbolo de Aragão, símbolo da sua determinação e marco da sua unidade ao longo dos tempos.
12 Pablo Serrano
Este é o museu Pablo Serrano, ilustre escultor aragonês, que deixou a sua colecção ao povo aragonês, cuja sede é este edifício de formas invulgares mas, que nos permite ver as interessantes paronamicas da cidade desde os terraços que tem.
13 Escadaria
Para chegar lá, subimos pelas escadas rolantes que há medida que subimos, pela sua disposição e estética, parece que estas fazem parte da estrutura que sustenta o edifício.
14 Escadas Rolantes
O museu alberga a colecção pessoal de Pablo Serrano e outras exposições itinerantes de artistas e coleccionadores aragoneses.
Pablo Serrano foi o maior escultor aragonês, donde expôs individualmente a sua colecção nos maiores e mais prestigiadas galerias mundiais, sendo até hoje o único escultor espanhol que expos a sua colecção no Museu do Ermitage de San Pitersburgo!
15 Eu
E cá estou eu, com a basílica de La Virgen del Pilar de fundo!
16 Basilica do Pilar
Desde os terraços podemos ter uma paronamica de Zaragoza, principalmente da Plaza Del Pilar!
18 Basilica de Noite!
Esta foto, tirada com o meu telemóvel durante a noite dos museus abertos, não faz justiça ao bonita que é esta cidade há noite, vista desde estes terraços!
19 Galeria
Decidimos então a visitar uma das exposições itinerantes.
20 Mulher
Esta escultura chama a atenção, mas o quadro que se segue….
21 Esfera Armilar
…..por momentos, lembrei-me de um símbolo nacional, a Esfera Armilar!
22 Contentor do Lixo
Como em todos os sítios, deve sempre haver um espaço destinado há reciclagem dos materiais sobrantes e este não foi excepção! ;)
22 Porta del Carmen
Esta é a Porta del Carmen que ainda conserva as marcas dos projeteis franceses, lançados contra ela, durante a Guerra da Independencia (1808-1809). Foi neste sitio que, ao ver todos os artilheiros feridos ou mortos, Augustina de Aragon se dispos a disparar um canhão contra as tropas francesas, fazendo estas pensar que se tratava de uma emboscada e provocando a debandada das forças napolionicas.
23 Faculdade de Medicina
Continuamos a percorrer as ruas de Zaragoza até entacionarmos Dulcinea em frente há antiga Faculdade de Medecina e Ciências de Zaragoza. Na sua fachada estão as esculturas de Andres Piquer, Miguel Servet, Ignacio Jordan de Asso e Fausto de Elhuyar, quatro ilustres científicos Aragoneses.
24 Gran Via
Em todas as Cidades Espanholas existe uma Gran Via e Zaragoza não é excepção!
25 Monumentos
26 Plaza de Aragon
Plaza de Aragon con Juan de Lanuza al centro, protagonista de unos de los episódios mais sombrios de la historia de Aragão.
27 Paseo Independencia
Paseo Independencia, com a Plaza de Espanhã ao fundo.
28 Arco da Dulcinea
El Arco de Dulcinea!
Encaixa-lhe mesmo bem, não acham!?
29 Magdalena
Igreja de Santa Maria de Magdalena um dos exlibris do estilo Mudejar em Zaragoza.
30 Torre Magdalena
O estilo Mudejar é uma arte arquitectónica desenvolvida nos séculos XII a XVI donde os estilos românico, gótico e renascentista são influenciados pelo estilo Ibero-Muçulmano dando um visual diferente e atractivo a muitos sítios de culto e construções mais emblemáticas.
Os materiais mais usados são o tijolo de burro e os azulejos, proporcionando um contraste de formas e cores distinto e de beleza rara.
A torre do campanário da Igreja de Santa Maria Magdalena é bem exemplo disso.
31 Plaza del Pilar
E cá estamos nós, na Plaza del Pilar, tão grande que é difícil de abarcar com uma só fotografia!
Foi mais ou menos neste local que Virgem Maria apareceu ao Apostolo Tiago (Santiago de Compostela) envolta numa coluna de fogo, ordenando-lhe a construção de um templo na margem do Rio Ebro!
32 Basilica del Pilar
Uma escultura de Pablo Serrano retrata uma das aparições da Virgem.
A Catedral Basílica é de estilo barroco. No seu interior, entre os altares altamente trabalhados, podemos ver os projecteis que as forças de Franco lançaram contra o templo e que, inexplicavelmente não detonaram!
Em absoluto respeito ao culto, evito tirar fotos ao interior dos locais de culto.
33 Fachada do Ayuntamento
Esta é a porta de entrada ao Ayuntamento de Zaragoza (câmara municipal), donde a escultura do Anjo da Cidade e de San Valero (padroeiro da cidade), ambas de Pablo Serrano, chamam a atenção de muitos!
34 Goya e a Majas
Goya e as suas “majas”!
35 La Seo
Fachada renascentista de La Seo, uma catedral riquíssima em estilos arquitectónicos!
A Catedral foi mandada construir por Alfonso el Batallador do que restava de um antiga mesquita que tinha fundações românicas e esta sofreu alterações ao longo dos séculos, a ultima já no século XVIII com a construção da Torre do Campanário de estilo Barroco.
36 Parede
Infelizmente é impossível tirar uma fotografia “limpa” a esta parede de La Seo porque as ruas são muito estreitas e a parede muito grande.
De estilo Mudejar, o contraste do azulejo e o tijolo é impressionante e com contornos diferentes a cada hora do dia.
Aconselho vivamente uma visita de noite.
37 Torre
Uma torre donde podemos ver o estilo gótico e o Mudejar em perfeita harmonia!
38 Arco de Dean
O Arco de Deán, que data do século XIII, é um dos vestígios mais evidentes da Zaragoza Medieval, parcialmente destruída durante os Sitio de Zaragoza.
39 Mediaval
Da Zaragoza da Idade Media pouco se pode encontrar, dado que as tropas de Napoleão, ao encontrarem grande resistência para controlar e conquistar a cidade durante os Sítios de Zaragoza tinham que demolir casa por casa para ir reduzindo a “força manha” que se resistia a entregar a cidade!
40 casa do Cura
Entramos então na sede diocesana para fazer esta foto ao Campanário de La Seo!
41 la Seo 2
Aqui a temos!
Esta Catedral guarda no seu interior os seus altares barrocos, de valor cultural incalculável e o museu dos Tapices donde podemos ver telas que retratam vários acontecimentos eclesiásticos e bíblicos de grande importância.
42 Pilares
Estes são o pilares da Ponte de Piedra sobre o rio Ebro, durante muitos séculos, a única ponte sobre o Ebro.
De fundação românica, tem sofrido varias reestruturações ao longo tempo, estando apenas aberta ao transito de peões e transportes públicos.
43 Leões
Contudo, esta adquire importância para mim, porque foi aqui que conheci os lábios que hoje me fazem sorrir e os olhos pelos quais vejo a vida com tranquilidade.
44 Ponte Piedra
Era quase hora de ir embora….
45 Torre de San Juan
Acreditem no que vos vou dizer!
Esta é a torre da Igreja de San Juan de los Panetes, e conforme a vamos vendo , parece a esta é uma imitação mais genuinamente da famosa Torre de Pizza, pois para fazer a pose para a fotografia põe-se direita!!!
46 San Juan
Por isso tivemos que tirar esta foto há socapa para ver que efectivamente, em relação há fachada da Igreja, esta pende ligeiramente para o lado direito, não acham!?
47 Muralha Romana
Este é um dos mais visíveis vestígios Cesareagusta. Trata-se de uma parte da Muralha Romana que protegia a cidade dos “bárbaros”!
48 Plaza de los Sitios
Esta é a ultima foto do dia….
Estamos na Plaza de los Sítios e o monumento retrata o esforço da cidade e suas gentes, para resistir a um exercito em tudo muito superior ao qual infligiram elevadas baixas, fazendo-o retroceder em alguns casos.
O povo de Zaragoza, resistiu heroicamente pela sua cidade e pela liberdade, e apenas capitularam porque uma epidemia de Tifus estava a fazer mais baixas que os Franceses, para alem da falta de comida e higiene própria destas situações.
Após este episódio histórico e heróico, que deixa bem claro a determinação dos Aragoneses, o seu caracter forte e capacidade de união, Zaragoza ganhou o titulo de “Muy Leal”, “Muy Heroica”, “Siempre Heroica y Inmortal”.
Orgulho-me de ser Português, mas se existira a nacionalidade de Aragonês, não me importaria de ter dupla nacionalidade!

As Artroses de Maria (montagem)

Estávamos na recta final de Abril, Maria das Curvas já não andava há dois meses e não havia sinais de que as molas das suas bainhas chegassem a tempo de ir de ferias em Maio.
A tudo isto se junta Dulcineia toda torcida por causa de um Javali e a minha vida sentimental virada de patas para o ar!
O escape!?
Ter esperança era o meu único remédio e se não podia andar na mota….
Dava-lhe marteladas (nunca melhor dito)!
E para começar (com as marteladas) agarrei-me ao T Inferior!
1 Pista T Inferior
Quando não se tem cão, caçamos com gato!
Há falta das ferramentas especiais que o Manual da Honda menciona, utilizamos as velhas técnicas aprendidas na minha fase de Manutenção há Industria quando trabalhei na “ferrugem”!
Os anéis de ambos rolamentos foram montados assim, utilizando um misto de força e jeito, com vários tipos de metais há mistura e umas quantas leis da física aplicadas na prática!
2 PIsta T Inferior montada

A primeira lei da física aplicada reza assim:

“Alumínio mole em aço duro! Tanto bate até que empurra!”

Isto é…. (trocado por miúdos)
As pistas do rolamento são feitas em aço temperado que não se deforma mas pode partir, logo estar à martelada com um material igual (o do martelo) é altamente contraproducente. Estas entram há força no local onde acamam. Logo para transmitir a força do martelo nada melhor que uma barra de alumínio ou cobre, que se deforma para não ferir o metal e transmite a força do martelo com muita precisão!
3 Interior da coluna de direcção
Estas são as camas das pistas dos rolamentos na coluna de direcção do chassis da Maria!
4 ensaio do T
E este foi o primeiro ensaio para que vocês possam ver com funciona a coisa!
5 anel superior
Esta é a pista do rolamento superior, posta nesta fase há pressão dos dedos! Auch!
6 marteladas
Não lhe perdoamos!
7 aluminio 1
Aqui tivemos que ter mais cuidado pois a dupla trave da Maria é feita de Alumínio pelo que a barra de alumínio, num descuido, podia ferir a cama do rolamento que é em alumínio e criar outro problema.
8 aluminio 2
Por outro lado, era importante que a pista do rolamento entrara o mais certinha possível para, ao ser de aço, não ferir a cama que é feita em alumínio…
9 aluminio 3
Ou seja!
Muito carinho, concentração e cuidado!
10 Lubrificar
Com as pistas montadas agora lubrificamos os rolamentos!
11 Lubrificar 2
E as pistas dos mesmos
12 lubrificar 3
Depois de colocado o rolamento sobre a pista…
Mais nhã nhã!
13 instruções
Este momento é crucial!
Apertar isto tudo conforme diz o catrapázio!
14 Mesa inferior
Colocamos tudo no sitio e ajustamos a porca com a mão!
15 mesa e chave
Depois a chave que eu fiz! (o meu ego estava nas nuvens!)
16 dinamometrica
Ajustamos a minha amiga Dinamomérica ao binário de aperto e apertamos até fazer click!
17 dinamometrica 2
Conforme dizia o catrapázio, desapertamos de novo, para voltar há carga e aperta-la de novo com o mesmo binário!
18 binario de aperto
Porquê dois apertos!?
O primeiro serviu para ajustar tudo, por todos os elementos no seu sitio; e o segundo é o definitivo!
Enquanto vamos fazendo isto, vamos girando o T para um lado ou para o outro, com a intenção de detectar algum tipo de anomalia que possa denunciar algum problema.
19 anilha
Pomos a anilha e a segunda porca (contra-porca)!
20 contra porca
Ajustamos a contra-porca e unimos ambas as porcas ao dobrar as pastilhas da anilha.
Assim garantimos que estas não se desapertam com os movimentos da direcção!
21 exp
Voltamos a girar e fazer movimentar-se a direcção para detectar algum problema, mas tudo esta como previsto!
22 T superior
O T Superior só pode ser apertado definitivamente com as bainhas no seu sitio, mas o mais complicado do trabalho já estava feito.
Restava agora esperar pelas bainhas.
Uma espera que se revelou frustrante!

Só me deram as bainhas prontas no dia 23 de Maio às 16h.
Eu acho que nunca acelerei tanto na Dulcineia para chegar há garagem com as bainhas!
Nesse dia estava acordado desde das 2h (trabalho a quanto obrigas) e o dia já era mais que longo.
Mesmo assim ainda tinha uma réstia de esperança pois nesse fim de semana comemorava-se o aniversario do Grupo Motard os Correias!
“Se monto isto e saio de madrugada ainda vou curtir um bocado com o pessoal!”
Bem, da montagem, que se resume a apertar parafusos, não há fotos e terminei já entrada a noite!
Mas o pior foi que o cansaço me venceu e eram 10h da manhã quando acordei, deitando por terra qualquer possibilidade de ir há festa dos Correias (estava a 1000km de distancia)!
23 Instrumentos
Aqui temos a menina a trabalhar, orgulhosa das novas tatuagens!

24 Maria das Curvas
Aqui está ela, linda e orgulhosa, preparando-se para sair há rua pela primeira vez nos últimos meses!
Desde então, entre o dia 23 de Maio e o dia 28 de Julho, Maria das Curvas fez 6801 km pelas estradas da Península. Tudo corridinhas, que pelas suas características, não me abona muito relatar!
Actualmente Maria continua com artroses, desta feita no eixo traseiro, só lhe falta paciência e tempo para que trate do assunto!
Mas não pensem que a minha mota me dá muitos problemas!
São 14 anos de maus tratos, uma manutenção feita por quem vos escreve e ao meu ritmo; tem quase 150000km e isto estava tudo mais ou menos previsto.
De facto não planificamos nenhuma viagem grande este ano por sabermos que Maria das Curvas ia precisar estar entre algodões ao longo deste ano!
Espero que esta partilha, um pouco mal apresentada e com pouca informação, vos tenha sido útil e que ajude a esclarecer duvidas para aqueles que pretendem fazer este tipo de intervenção nas suas motos!
Um bem haja e boas curvas!

As Artroses de Maria (pintura)

Depois da desmontagem fui levar as peças há Movicsa para que o pintor pintasse. Foi-lhe entregue a mini-saia traseira, o barrigão e o guarda lamas para pintar com a cor de origem e fazer as modificações que eu havia pedido para fazer.
Vim de lá com duas noticias más!
Primeiro foi que tinha ficado teso!
Mas pior foi a de que Maria das Curvas era realmente especial.
Tão especial que a Honda (casa mãe) teve que pedir há Showa que fabricasse as molas das bainhas, dado que estas estavam esgotadas a nível mundial. Havia de tudo para a Maria das Curvas, menos as molas das bainhas!
Prazo de entrega….
Dia 23 de Maio (estávamos a meio de Abril), precisamente o ultimo dia antes de ir de ferias.
Entre o perigo de ver as minhas ferias irem para o galheiro, a necessidade urgente de me deslocar a Portugal por motivos pessoais levou-me a maldizer a minha vida.
Cheguei a casa e despejei a minha frustração aqui.

1 T Inferior

As peças que desmontei da Maria estavam a necessitar de uma revisão estética.
Mostravam uma pintura queimada pelo sal e pelo sol, alguns pontos de oxidação e sinais de desgaste pelo uso.
Ora vamos cá então tirar as mazelas a isto tudo!

2 Suporte Tubos Travão

Lixa fina, e não tão fina, para retirar a maior da tinta e da ferrugem, para permitir que depois leve uma boa camada para garantir uma protecção há passagem do tempo por mais uns anos!

3 Mesa Monorack

A mesa do Top Case não escapou, assim como as barras do suporte!
A busina estava assim.

4 Busina

Admito que com ela aldrabei.
Com medo que deixasse de funcionar não a submeti aos tratamento abrasivo da lixa.
Paciencia!
Tá de pintar isto tudo!

5 pintura barras

Primeiro convinha “isolar” as partes de contacto mecanico.

6 T Inferior

7 T superior

O T superior deu algun trabalho a isolar mas com um resultado optimo.

8 T superior 2

A pintura não tinha que ser perfeita, pois a maioria das peças não teriam um impacto estetico no conjunto, convinha contudo, por uma boa camada de pintura para as proteger da corrosão!

9 Avanços

Um dos avanços.

10 mesa de direcção

A mesa de direcção há espera do banho que…

11 Mesa de direcção pintada

…não tardou em chegar!

12 suporte travões pintado

O suporte dos tubos do sistema de travagem que ficou como novo.

13 Busina

A busina que ficou….

14 busina Frente

…uma cagada!

15 Mesa por pintar

Nem mesmo esta, que é feita em aluminio, se escapou!

16 Mesa pintada

A minha cara de satisfação numa imagem de péssima qualidade!
Na garagem lá de casa já esperavam as vestimentas da Maria das Curvas devidamente pintadas!
Maria das Curvas iria levar na sua pele, no lombo do seu barrigão, duas tatuagens.
Na primeira, o seu nome, que a tornava distinta de todas outras X11’s, já de si muito pouco usuais.
A segunda tatuagem, umas curvas muito especiais por donde ela podia orgulhar-se de já ter andado!

17 Personalização

Acho que já merecia por tudo o que já passou comigo ao longo destes anos!
Eis o aspecto geral do deposito.

18 deposito

Entretanto, e porque um mal nunca vem só….

19 Dulcinea

Dulcineia encontrou-se com um javali numa das nossas saidas pelo monte e estava neste triste estado!

As Artroses de Maria (a necessidade e o engenho)

Quando desapertei as porcas de garra, e após uma consulta atenta ao Manual de Reparação da Maria das Curvas (até nisto é melhor que as mulheres, ou já encontraram alguma com manual de instruções!?), encontrei-me com a minha primeira dificuldade técnica. Na montagem a primeira porca tem binário de aperto, sendo a segunda uma contra porca. Ora , verifiquei que me fazia falta uma chave que fizesse girar a porca de forma a ter a força de aperto que a dinamometrica medisse.
Tinha que ser uma chave tubular, com concavidade ¼ para a dinamometrica e umas patas que encaixariam nas cavidades da porca.
Pus-me a buscar na net e desesperei!
Não é que não existisse, o problema era que pagar 300€ por um conjunto de chaves que provavelmente não utilizaria com frequência era uma maluquice das grandes.
Das duas uma; ou pedia emprestado a quem a tivesse, ou fazia uma que coubesse aqui!

1 A porca

Pus-me a pensar…
A ideia era encontrar uma chave de caixa, a preço acessível, que servisse de suporte para a chave. Ao olhar para a porca, depois de tirar as medidas necessárias, comecei “a palpar” mentalmente como teria que ser a chave.
No meu jogo de caixa encontrei a chave 32 que era perfeitamente o que eu necessitava para servir de base. Mas esta chave não que o jogo custou quase 400€!
Procurei e encontrei!

2 a chave

Comprei na norauto uma chave a vulso, por um preço de pechincha e que serviria para o que vos vou contar.
Junto com ela, no Leroy comprei meio metro de varão de 8mm e um conjunto de limas para metal que tanto me faziam falta.
Mãos há obra!

3 fabrica

O primeiro passo foi cortar o varão em 4 secções de 5cm cada, para limar uma das extremidades de forma a adquirir secção quadrada e encaixar nas cavidades da porca.

4 experiencia

Aqui temos a primeira peça feita!
Repeti a mesma operação até termos as 4 peças desejadas.

5 pernos

O seguinte passo seria soldar,tendo em cuidado para não desviar os pedaços de varão das marcas que fiz na chave de caixa

6 soldadura

Depois de fazer a mesma operação por quatro vezes, já podemos ver o aspecto “final” da coisa.

7 chave pingada

Que foi logo objecto de prova para ver se encaixava correctamente na porca!

8 resultado final

Perfeito!
Já tínhamos uma chave que nos permitiria passar um obstáculo técnico importante!
Mais a diante vão ter a oportunidade de ver a chave em acção!

As Artroses de Maria (desmontagem)

Fui há Honda fazer um orçamento das peças que tinha que mudar, tanto na revisão estética como na revisão mecânica.
Saí de lá azul…
Mais de mil euros, para alem do trabalho do pintor. Por momentos pensei “E se comprasse uma moto nova!?”…
Mas nenhuma mota me daria o prazer que Maria já me deu, todas essas curvas, essas vivências com amigos e companheiros de estrada, todos esses murros no capacete, dados pelas penduras!
Bota lá investir na menina dos meus olhos!

3 Baket

Aqui esta ela, prestes a ficar sem a sua mini saia traseira!

4 Deposito

Depois o “barrigão” e a bomba de gasolina.

5 Bomba

Cuidadinho que este gingarelho já me deixou duas vezes a pé e custa 800€!

6 Baquet

A mini-saia da menina…

7 Tampão deposito

Depois o tampão do deposito, que teve que ser retirado para permitir uma pintura “limpa” do deposito!

8 Maria Nua

E aqui surgiu a primeira dificuldade.

10 Guarda lamas

Para tirar o guarda lamas há Maria, tivemos que utilizar uma técnica de extracção, método drástico, ao ultimo parafuso.

11 Parafuso

Tinha logo que ser o ultimo!
Estas peças foram todas acondicionadas e levadas ao pintor para pintar as mesmas com a cor de origem, pondo os autocolantes de origem, para alem de fazer a única personalização que a Maria vai sofrer na sua historia.
Calma!
Depois vocês vêem!

12 ela

E aqui esta ela!
Preparada para uma cirurgia que lhe vai retirar as artroses do seu trem dianteiro.

13 principio desmontagem

Maria ainda apresentava as marcas do acidente de 2011. Manetas torcidas, espelho retrovisor arranhado e um erro eléctrico que inicialmente me fez pensar no relé, mas depois verifiquei que se tratava do comutador dos piscas (108€+iva tinha que ser a peça mais cara)!

14 sistema electrico

Já lhe tiramos o olho!
Assim ela não vê o que lhe vamos fazer!
Convém ter cuidado com cabos que podem estar ressequidos e quebradiços, depois de mais de 13 anos de uso.

15 Avnço esquerdo

Para chegar aqui, foi preciso apontar as ligações todas dos cabos eléctricos, verificar se havia alguma anomalia e retirar os plásticos da mesa de direcção, painel de instrumentos, desafinar os afinadores da embraiagem e soltar o cabo da mesma (aproveitamos para lubrificar o mesmo).
Depois desapertar o comutador esquerdo, o espelho e o suporte da maneta de embraiagem.
O punho, por incrível que pareça foi o mais difícil de retirar.

16Avanço direito

O avanço direito é bem mais complicado.
Há coisas que não quero perder, como a afinação do acelerador.
Para isso é importante não tocar no punho direito e como tal, o ideal é retirar o avanço sem tocar nas espias do acelerador.
Para tal o que fiz foi soltar a bomba e deposito do travão dianteiro, mantendo esta sempre em alto, para desapertar o avanço da mesa de direcção e depois retira-lo do interior do punho do acelerador!
Porque convém manter a bomba do travão em alto!?
Para permitir a dilatação do óleo, que aquece e dilata com a utilização, o deposito deste tem ar, que ao por a bomba numa posição baixa, pode entrar no sistema e obrigar a uma purga do sistema de travagem.
Algo que eu queria evitar a todo custo.

17 Sem nada

Maria das Curvas já estava irreconhecível!

18 Sistema de Travões

O próximo a fazer seria retirar a roda dianteira e deixar as bainhas livres para a sua remoção

19 valvula repartidora

Maria das Curvas, partilha com a sua família o sistema Dual CBS, o que obriga a uns quantos cuidados na hora de desmontar.
Existem tubos flexíveis e rígidos, parafusos que podem estar calcinados e muito desconhecimento por parte de quem vos escreve.

20 Servofreio

Decidi então, para ganhar mais jogo, desmontar a válvula repartidora e a terceira bomba em primeiro lugar para depois retirar a pinça direita….

21 Pinça Direita

…. e depois a esquerda!

22 Pinza Dierita

Agora era importante apoiar a Maria para poder retirar a roda dianteira.
Como não tinha nenhum berço, inventei!
Encontrei entre a madeira que guardo umas tábuas donde fiz apoiar os colectores de escape para deixar a roda dianteira suspensa.

23 Roda

Roda fora!
Agora só tinha que desapertar as bainhas dos T’s de direcção…

24 Barra direita

25 Chassis

Para chegar aqui, como estamos a desmontar, foi relativamente fácil.
Desapertei o T superior e a porca e contra-porca (ambas de Garra) da coluna de direcção.
O T inferior caiu ao chão (literalmente)!

26 T inferior

Limpeza feita, verificamos o desgaste.
O T e as suas pistas não estavam danificados.
Mas as pistas dos rolamentos, principalmente o superior apresentavam este aspecto.

27 Cama da pista

Como podem ver, as esferas estavam a comer a pista do rolamento, provocando folga entre os elementos e as vibrações que eu verificava em recta.
Devo avisar que este tipo de situações já são consideradas perigosas para a nossa integridade física, dado que um rolamento deste Quando se desfaz impossibilita o giro da direcção.

As Artroses de Maria (intro)

Maria das Curvas, neste último inverno, começou a dar mostras de fadiga dinâmica.
Maria das Curvas em reta mostrava nervosismo na frente, custava-lhe entrar em curva e quando saia desta mostrava pouco aprumo!
Levei-a aqui para ver e estudar os sintomas.

1 Gargem

Sentamo-nos os dois, eu na cadeira e ela no seu descanso central, e falamos durante longos minutos para saber que lhe passava!

2 Consultorio

Depois de me explicar que não se sentia confiante e que havia coisas estranhas nela, comecei a ver donde poderia estar o problema.
Foi então que verifiquei a que a sua direcção tinha jogo, o que explicava as vibrações em reta e alguns chimmie’s em curva. Esse jogo era provocado pelo desgaste dos rolamentos de direcção o que fazia adivinhar que Maria das Curvas, próprio de uma utilização intensa e de muitos maus tratos, sofria de Artrose!
Estávamos em finais de Fevereiro, e a minha vida pessoal vivia momentos turvos e animicamente não estava para grandes festas. Ter a Maria parada não era conveniente, mas pela sua segurança e pela de quem nela monta, era imperioso meter mãos há obra e combater as suas Artroses.
Depois de uma conversa muito construtiva com o Mecânico Chefe da Honda de Zaragoza (Movicsa), decidi que iríamos tratar de vários pontos da Maria. Aproveitando que ia ter toda a frente desmontada e que iria tocar vários aspectos técnicos, faria não só a mudança dos rolamentos da direcção como também reveríamos toda a suspensão dianteira, para alem da revisão estética e eléctrica!
Para terminar esta pequena introdução, como já referi atrás, tudo isto passou num período da minha vida algo depressivo, onde estar a tratar da Maria foi como que um escape e nem sempre tinha paciência de fazer fotos para documentar apropriadamente este relato, pelo que em algumas fases terão que se fazer valer pelas minhas palavras sem se apoiarem nas fotos.

Aragão por Lone Rider- As Varandas do Ebro

Terça feira é um bom dia para andar de mota, quase que diria que o melhor, em igualdade com a Segunda, a quarta, a quinta, a sexta, sabado e domingo!E como não podia deixar de ser, não foi excepção.Foi um passeio curto, de descoberta e aventura, de una 70km mas o que vos vou mostrar vale bem a pena!

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Para começar o ideal era sair de casa.O dia tinha começado mal no trabalho, mas aproveitei que só tinha que ir trabalhar da parte da tarde para afogar as minhas magoas no monte!
Dulcinea voltava assim a estas lides depois de um encontro imediato com um javali em Março.
O destino?
Já vão ver!

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Durante o passeio não encontramos lama, mas deu para snifar muito pó!

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As parideiras abandonada são coisa comum, mas esta tem um tom urbano que a destingue!

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A zona que fomos visitar encontra-se na margem norte do vale do Ebro, perto de uma povoação chamada Remolinos, indecentemente famosa pelas suas salinas!Nesta imagem podemos ver o Rei Moncayo ao fundo, para alem das salinas.

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Aquele era o nosso obejctivo….
Em poucos km subiriamos de 220m de altitude a 675m, por caminhos de terra batida, com muito cascalho solto e subidas que punham há prova a capacidade de traccionar de Dulcinea.

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A surpresa ao chegar la a cima foi esta panoramica do Campo de Tauste com as Bardenas Reales lá ao longe!

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Aqui estão eles, os gigantes de vento há espera do seu Quijote, que chulam o Cierzo para produzir energia limpa de forma sustentavel!
Na ala sul, na crista do monte e junto a estes moinhos, podiamos avistar todo o vale do Ebro, presidido pelo Moncayo, enquanto que na ala norte os imponentes massiços pré-pirinaicos marcavam a paisagem!

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Baixamos o monte, deixando os gigantes de vento lá ao longe, procurando trilhos ao longo do caminho para nos divertirmos um bocado.Dulcinea não é uma endureira de raiz…. Aliás, de endureira não tem nada e facilmente mostra as suas limitações, seja nivel de ciclistica como motriz.Mas esta voltinha reverva um surpresa interesante!

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Encontrei um trilho fechado, que fazia uma especie de circuito por entre as vertentes do monte, com obstaculos de baixa dificuldade, ideais para mi e para a performance da Dulcinea!Mas o melhor foi isto!

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O trilho tinha umas panoramicas sobre Remolinos e o Ebro que obrigavam a fazer um intervalo na diversão para disfrutar das paisagens!

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Assim que, faziamos uma volta ao circuito, subindo os seus obstaculos com alguma ligeireza e rapidez, com saltos há mistura, para depois parar para descansar e contemplar a paisagem!

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Demos uma voltas e descemos há capela do Jesus de Remolinos onde fizemos a foto com a  postura “te voy a partir las piernas”!

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Dulcinea há porta da capela, cuja particularidade reside em estar encastrada no monte!

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E esta é a Igreja matriz de Remolinos que pudemos fotografar no preciso momento em que ela deixava ver a sua “aura de santidade”!

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O caminho de volta foi feito procurando uma trevessia fluvial que estava sinalizada mas que nunca cheguei a encontrar!Por outro lado, não pude tirar fotografias ao Rio Ebro porque, em contraste com o resto da paisagem semi desertica, as margens do seu leito estão congestionadas de tanta vegetação!
Quando cheguei a casa estava plenamente satisfeito, descobrimos as “Varandas do Ebro”, demos saltos, descubirmos novos caminhos e, o que é muito importante, não encontramos nenhum javali pelo caminho!