LoneRider-EndlesRoad on Youtube

LoneRider-EndlessRoad

Este es el enlace al canal de youtube que tengo desde 2017…
No tiene nada de importante, unos videos mal editados, 24 subscritores e pouco mais de uma hora de visualizações…
Todo o conteudo é puro “underground”, que serviu em muitas ocasiões para documentar as cronicas que este Blog conta e outras tantas que estao espalhadas por foruns, web fora!
Por outro lado, é um reflexo do que eu faço, andar de mota e tudo o relacionado, sendo que o conteudo é editado mas nao muito manipulado, para nao perder a sua essencia e originalidade!

Muitos dos videos que partilho com todos vós, são o reflexo exacto dos caminhos que eu faço!
Luz, som e a acção tentam ser o mais fieis possivel ao que eu procuro: Paisagens, sitios diferentes, desconhecidos e tao interessantes com outtros tantos, tao massificados que todos querem ir, só porque outros já foram alguma vez!

Se este conteudo, cru e com poucos adornos, que mostra os sitios por donde ando, são interesantes e do vosso agrado, podem apenas estar atentos, que eles vão aparecendo, seja neste blog, seja no canal de Youtube!

Bem Haja!

Tres Minutos Num Trilho

A Primavera este ano permitiu-me tempo suficiente para voltar a trilhos já andados!
Primeiro custou um pouco a adaptar-me aos trilhos estreitos….
Depois tive a sorte de ver paisagens que mostram perfeitamente a transição entre o verde do Vale do Ebro e a aridez envolvente, influenciada pelos desertos de Monegros e Bardenas Reales!
Tres minutos de reencontro com paisagens e constrastes proprios do Nordeste Peninsular!

The Loner

A Historia de LoneRider- EndlessRoad.


Nascido na Mealhada foi o ultimo de uma ninhada de tres irmãos.
Na familia as duas rodas foram sempre uma presença e, como as corridas eram emitidas nos canais publicos, pode ver correr muitas lendas do motociclismo.
Com 14 anos comprou a sua primeira Motociclismo (uma revista da especialidade) e ja andava de mota sem o conhecimento e aprovaçao do seu Pai.
O mundo já o atava ao chão e viajava atravez da musica….
The Loner, musica interpretada magistralmente por Gray Moore, era a imagem musical de todas as viagens que fazia na sua imaginação.

Aconselha-se vivamente ouvir esta musica durante a leitura deste artigo…1

LoneRider no era um jovem normal, que seguisse as correntes, que fosse onde todos queriam ir.
Na altura em que Metallica, Iron Maiden, Guns&Roses, Nirvana y Resistencia ou Mamonas Assassinas eram moda, o que qualquer jovem de 15 anos devia ouvir, LoneRider ouvia Led Zeppelin, Deep Purple, Gary Moore, Dire Straits e especialmente Pink Floyd!

Quando aos 16 anos por fim teve a sua primeira 50cc, dedicava-se a conhecer o entorno, a procurar sitios, descobrir paisagens, emoções e felicidade a bordo, quando a grande maioria procurava as discotecas, os bailes de fin de semana, os picanços numa reta das proximidades e alimentar o ego a base de colecionar trofeus usados pelo sexo oposto!

Ao protagonista desta “biografia resumida” não le interessavam as discotecas, festas regadas con cerveja e comentários sobre os atributos físicos das miúdas que estavam nas festas.

O seu interesse sempre foi orientado ao desconhecido, ao conhecimento e descoberta de informação. Tudo o que estava relacionado com as motos, concentrações, mecânica, modelos, estilos, acessórios e equipamento era como combustível para um motor….

Mas a necessidade de estar integrado, de ter amigos, de apaixonar-se por outras coisas que não fossem as motas, levou o LoneRider a viver a vida de uma pessoa normal…

No âmbito profissional, encontrou uma forma de ganhar a vida matando a sede por viajar e actualmente tem acumulados vários milhões de quilómetros conduzindo camiões por toda a Europa, para não falar de várias incursões por Marrocos!

Sendo jovem encontrou o amor numa jovem mulher, com quem se casou, e entregou-se aos deveres de quem está casado, com casa, deveres familiares, cão, gato e periquito!

Mas as motos….

Estas estavam dormentes, quase sempre presentes nos seus pensamentos e só a vida normal o impedía de ter o que sempre desejou.

Viagens estrada fora…..

E as Viagens chegaram e passaram a ser o objectivo principal e a vida foi gradualmente orientada a “andar de moto”!

Não foi a mulher com quem se casou que lhe trouxe a maturidade (Envalhecer é inevitável! Amadurecer é uma opção!), nem as responsabilidades do trabalho nem a idade!

Quem lhe trouxe a necessidade de levar a vida a sério foi Maria das Curvas, que rapidamente lhe deu a entender que a vida deve ser tão divertida como séria e que a nossa passagem por este mundo pode ser bastante lenta se conseguimos o equilíbrio necessário entra diversão e seriedade!

LONERIDER-ENDLESSROAD Becomes!!

A primeira década deste século trouxe liberdade, rebeldia, força e muita diversão.

LoneRider aprendeu a fazer o seu próprio caminho, desenvolveu iniciativa e aplicava agora todo o conhecimento acumulado.

As viagens sucediam-se, as aventuras, as paisagens, o locais descobertos, as gentes que se cruzaram nesse caminho que ele queria fazer, sempre há sua maneira, sendo autêntico e procurando originalidade.

O alterego, LoneRider nasceu e começou a fazer parte das redes sociais, onde intervinha em grupos  relacionados ao motociclismo. Intervenções que nunca foram exentas de controvérsia, pela forma aberta, franca e honesta com que fazia as intervenções.

EndlessRoad representa a amplitude de horizontes, a vontade incansável de percorrer caminhos, sejam estes asfaltado ou não….

Logótipo LONERIDER-ENDLESSROAD

Agora, o Presente de caminho ao Futuro….

O presente reforça a necessidade de continuar a explorar, a buscar novos horizontes e a contar historias sobre as suas aventuras!
Pouco a pouco a perspectiva foi modificando a sua forma de estar, cheia de intensidade, ao seu estilo, original e autentico!
Lonerider decidiu abandonar as redes sociais, mantendo-as como um reflexo deste blog, que vai ser o seu princicpal meio de comunicaçao com o mundo!

O futuro ira trazer muitas aventuras, historias e episodeos da sua vida, que lentamente serao registrados aqui nos varios formatos que existem.
Nao existen intensao de masificar este blog, nao existe intensao de ter uma legiao de fans, nem admiradores….
A ideia é mesmo crear condiçoes, reunir amigos e falar sobre motos, mecanica, viagens e todo mais relacionado con esta paixao.

Este artigo fala sobre o Lonerider, mas a verdade é que nao gosta muito de falar sobre si, como pessoa, mas sim das suas experiencias, como partilha de conhecimento!
Nao por vivier as aventuras mais originais ou ser o melhor, simplesmente para que alguem aprenda ou enriqueça o seu conhecimento neste mundo, de modo a ter uma existencia mais feliz!
Quem vos escreve promete que os proximos artigos, na sua grande maioria, vao falar sobre andar de moto, paisagens que merecem uma visita, caminhos diviertidos e vaigens de moto!

Para quem ainda nao sabe, por detras deste alterego, esta um individio quarentao, nascido na Mealhada, residente em Lumpiaque (Espanha) e que normalmente diambula pela Peninsula Iberica.
Para muitos sou o Lone, para outros o espanhol e até para alguns sou um tipo despresavel….
A todos, sem excepçao, um bem haja!

Sierra de la Virgen

A Sierra de la Virgen é um pequeno grupo de montanhas situado na costa sul da montanha mais alta do Sistema Ibérico, o Moncayo.

Comecei o “ânus” novo com BabieKa na oficina, o que, como boa Kem Tem Muda (KTM) não era de estranhar. No entanto, a coisa lá se orientou e só estive quase dois meses sem a BabieKa…

Mas a espera ia continuar, pois o trabalho comanda a vida e o sonho teria que se aguentar à jarda.

Era tempo de ir visitar outra vez a velha de Windsor e isso significava uma semanita a contar traços descontínuos desde a cabine de Aída!

Nas horas de descanso ia procurando nos meus tracks o rabisco ideal para, sem me meter em terreno desconhecido, testar a mota e curtir o suficiente para aliviar a ressaca.

Sim, porque por mais kms fictícios que faça, ir ao monte é que é!

O que é certo é que, depois de deixar as vacinas na velha de Windsor fui flutuar até à terra das tulipas para encher a caixota refrigerada com, vejam lá bem, alho porro!

Tudo fazia adivinhar que, quando estivesse lá no chaco barraco, o tempo ia trazer sol e temperatura amena…

Pois bem…

O dia começou bem, com as nuvens atarefadas a cruzarem os ceus, um vento frio que cortava e umas temperaturas que, apesar de estarem próximas dos dois dígitos positivos, pareciam negativas (agradecimentos especiais ao Cierzo, claro esta!).
Este é o ponto, mais alto da Sierra de Monegre, muito perto do Santuario de Rodanas, com paisagens muito interessantes para o Vale do Jalon e uma grande encruzilhada de caminhos que te dão acesso directo ou indirecto a quase qualquer ponto do Sistema Iberico.
O caminhos que vamos fazer a seguir já são velhos conhecidos nossos. Babieka percorreu os pouco mais de vinte kms por caminhos sem qualquer dificuldade ate chegar a Niguella!


De Niguella a Brea de Aragon o caminho obriga a subir o monte, para, depois de vencer o cume e com o vale do Rio Brea à vista, a descida desemboca num pequeno desfiladeiro que guarda um caminho que acompanha o leito do rio!


Depois de Brea de Aragon, começa uma subida que paulatinamente te leva ao sopé do que é o colosso da Sierra de la Virgen, com o seu ponto mais alto (Pico Cabrera) a passar a barreira dos 1400m de altitude!
Até lá o caminho leva-nos por entre amendoeiras em flor, pequenos bosques de azinheira e pinheiro até à subida de Viver de la Sierra!

Enquanto vagávamos pelos vales ao abrigo das grandes montanhas sentia-se o frio de um dia, que há medida de que avançava a manhã, seria cada vez mais cinzento, cargado de nuvens de tom ameaçador mas que por algum motivo, apanhavam a boleia do vento para ir mais para norte…
Embora fossemos sempre por caminhos, todos os caminhos, sejam asfaltados ou não, vão dar a Viver de la Sierra, ultimo lugar habitado antes de nos metermos na “aventura” propriamente dita…

Depois de Viver, a natureza impera, os caminhos deixam de estar tão transitados, os regueiros que correm pelo caminho são como vasos sanguíneos por um antebraço, deixando pedra solta e muito sedimento depositado aqui e ali.
Esta seria a primeira grande prova em caminhos duros dos Michelin Tracker e BabieKa teria outra oportunidade mais para desgarrar, usar e abusar dos seus “saltos altos” para subir a montanha.
Curva após curva, rampa após rampa, o vento frio fazia entender porque a maioria do pessoal fica em casa neste dias. As temperaturas tinham baixado significativamente, o vento criava uma sensação térmica de cifras negativas e cada vez que parava, era para me lembrar que o melhor mesmo é não parar.
Em cima da mota não se passa frio!

Uma vez chegados ao cume, diante dos meus olhos abre-se o caminho que desejava voltar a fazer!


Este caminho leva-nos pela crista do monte, dando a oportunidade de contemplar paisagens explendidas tanto à direita como à esquerda, terminando no Pico Cabrera, a 1433 metros de altitude, o melhor promontório para ver as Tondras (formação glaciar) nas costas do Rey Moncayo!

Como bónus, estava tudo nevado, e nem mesmo a ausência de luz solar retirava beleza ao que se podia ver!


Mas o vento, esse maldito Cierzo, que dissipava de forma cruel todo o calor do corpo, rapidamente fazia lembrar que contemplar uma paisagem daquelas pode valer um período de hipotermia. Assim que o melhor mesmo era lançar-nos (literalmente) Monte abaixo!

Estes dois minutos e meio que nos custou baixar até ao abrigo dos frondosos pinheiros, deu a oportunidade de admirar ao longe o Farwest da Serra de Armantes, assim como toda a superfície “desértica” que o rodea, o vale do Ribota e, se nos esforçamos um bocadinho, as torres mudéjar de Ateca!

Uma vez ao abrigo do bosque a sensação térmica não é tão negativa, mas não nos podemos esquecer que estamos acima dos mil metros de altitude. Em cima da mota não há frio e BabieKa vai percorrendo os caminhos com precisão. Caminhos que agora são mais utilizáveis, sem pedra solta e de um piso duro e compactado fazendo excepção a uma poça ou outra, aqui e ali, de pequenas dimensões que não revestem preocupação de maior….

Íamos de caminho ao Santuario de la Virgen de la Sierra para curtir umas vistas especiais.

La no cimo, onde os caminhos acabam, encontra-se uma ermita e um refugio de montanha com vistas que abarcam inclusive paisagens de Castilla!

Uma vez na ermita aconselho a parar a mota, passear à sua volta, ir descobrindo as diferentes paisagens que nos oferece lentamente e, se não for um dia azedo como este, aproveitar o sol e os prados verdejantes para um bom banho de sol!

Ao fundo o protagonista de sempre, o Rey Moncayo, mas aquele pequeno lago artificial é a barragem de Maidevera, importante reserva de agua para os Verões que aqui não são propriamente meigos.
Ao lado da Barragem de Maidevera está Aranda de Aragão, uma pequena vila que vive essencialmente do pastoreio e da agricultura. A vila esta assente sobre uma encosta, coroada pelas ruinas de um Castelo que sofre um processo de restauro. As ruas labirínticas do povo desorientam a qualquer que não viva nele e não podiamos ser excepção. Depois de uma descida divertida, por um caminho estreito e ingreme, entramos em Aranda de Aragão à procura de um café quente que nos fizesse esquecer o frio que se nos entranhou nas costelas, mas não houve êxito. É um labirinto tão…    ….tão labirinto….
Acabamos por desistir do café e seguir caminho rodeando o lago artificial de Maidevera pelo norte para seguir com a diversão!

Deixamos atrás a Sierra de la Virgen e começamos a segunda metade deste frio e “arejado”dia.

Este é o caminho que nos leva ao sopé do Rey Moncayo, que nos fará surfar por montes e vales até à planicie do Vale do Jalón…

Mas vamos por partes, infelizmente os caminhos teem sufrido uma metamorfose para aclimatar o monte para a próxima plantação de “Aerogeneradores”. O que outrora era um caminho roto e retorcido, hoje é uma estrada à espera de asfalto com toda a geometria necessária para habilitar a passagem dos veículos pesados que transportam aos sítios mais recônditos os monstros que combateu Quijote!

Felizmente as paisagens ainda não estão poluídas pelas pás que desenham sombras dantescas no chão ao pôr do sol, e ainda foi possível contemplar Calsena la no fundo, os pés do Moncayo, sem ouvir o incómodo zumbido que o Cierzo provoca nas pás dos monstros!

O mesmo já não se pode dizer desta colina, que já sofreu a “rapada” característica para albergar ao “molino de viento”!

Aquí, outrora foi um sítio de sombra e tranquilidade donde, em outros momentos, tive o prazer de piquenicar uma bela sandocha e um sumo de laranja natural ainda fresquinho.

Renovar-se ou morrer…

O lado escuro da nossa capacidade de superação, que nos torna racionais, mas nem sempre sensatos.

BabieKa insiste em levar-nos a sítios novos, sítios bonitos por caminhos mais interessantes, oferecendo alguma diversão.

A Ermita de San Cristóbal está a meio caminho entre Calsena e Trasobares e é outro promontório a não perder se o pessoal gosta de monte, maus caminhos, lama e frio, pois o sitio oferece boas vistas a Trasobares e dos montes circundantes!

Por falar em Trasobares…

Este é um vídeo esquisito, fruto de uma experiência….

Existe solapado em muitos grupos de pessoal que sobe ao monte, um debate sobre qual a melhor posição da câmara para que as imagens sejam fiéis ao vivido durante a gravação.

A maior parte do pessoal gostava de ver refletido nas imagens a dificuldade do terreno mas queixa-se que nem sempre o conseguem. Outros querem captar as paisagens e as imagens acabam por nao ser fieis ao que realmente se pode ver.
Na primeira parte do video gravei a subida com a camara no capacete onde não da para ver bem nem a inclinação, nem a dimensão dos regueiros, mas conseguimos perceber que ando sobre uma plataforma no terreno que esta sobre um “precepicio” rochoso. Na segunda parte do vídeo as imagens sao um pouco mais fieis, consegue-se perceber a inclinação, as dimensões dos obstáculos, a velocidade mas perde-se um pouco a panorâmica do lugar. Outro inconveniente +e que o som recebe/grava todas as vibrações que recebe da mota, uma vez que a camara vai fixa na mota!

Acabada a experiência, de Trasobares a Tabuenca os caminhos iam alternado entre caminhos agrícolas e caminhos florestais, onde as massas de arvores nos davam um descanso do vento frio que nunca nos abandonou!

Depois de Tabuenca apanhamos uma pista agricola, laraga e bem cuidada ate ao Santuario de Rodanas onde tudo começou umas horas antes!

Depois deste vídeo apanhamos o caminho para casa, porque o corpo ja pedia uma boa ducha e um bocadinho de descaso no sofá!

Un Castillo en el Secarral!

Un día cualquiera, en un año cualquiera en la edad moderna, mas o menos entre 2019 y 2021…

Un día más de calor en el medio de una vasta y árida planície azotada por vientos de sureste, levantando la polvareda que cubre la caliza de los caminos. En el horizonte, a un lado el sistema Ibérico, y al otro el Pirineo.

Las seis y media de la tarde, sol de justicia, 38°C y al menda que os escribe le dá por salir al monte con Artax.

Como en cualquier desierto, el oasis es siempre el sitio mas deseado y en muchos momentos el deseo por encontrarlo es tan grande que acontecen las ilusiones ópticas, mas conocidas por mirajes!

No hubo suerte, no encontramos el Oasis, ni el harén ni siquiera los beduinos que suelen saber indicar en que dirección se encuentra ese paraíso en tierras tan áridas. ¡Tan solo encontramos una balsa de agua, rodeada de polvo que llevaba grabados miles de pezuñas ovinas!

Artax subió al monte para intentar vislumbrar el tan ansiado oasis!

A nuestras espaldas, pudemos encontrar el lecho de un rio hace mucho seco, pero que indicaba claramente el camino a seguir si no quisiéramos morir deshidratados.

Al final del lecho seco, el camino nos llevo de nuevo a la planicie árida que bordeaba por todos los lados una enorme plataforma logística, donde al fondo se erguían en el cielo un gran aglomerado de edificios!

Desde luego que Zaragoza no era el atractivo de hoy, mucho menos había la intención de meternos en el bullicio da la ciudad.

Pero el Castillo de Valdespartera, o mejor , lo que queda de la Ermita de Santa Barbara, tiene un entramado de sendas , repletos de obstáculos de dificultad variable que no dejan de ser mucho mas atrayentes que comer polvo por los caminos desérticos del valle del Ebro!

De aquí en adelante nos centrariamos en el Castillo….

…ataque que se hizo por la subida mas complicada con una inclinación de respeto!

De fondo el Valle del Huerva….

En primer plano lo poco que queda de la Ermita, erguida en las fundaciones del antiguo castillo. Al fondo Zaragoza con el Barrio de Valdespartera em primer plano!

Como aun faltaba un poco para el sol pasar al otro hemisferio, yo y Artax nos aventuramos por las mil e una sendas que hay alrededor de la Ermita!

Las sendas están conectadas entre si, formando un entramado de caminos que nos llevan a los mas variados obstáculos, unos buenos de transponer de subida y otros mejores de bajada. Enfin, diversión garantizada!

Eso y la sudadina!

Poco a poco el esqueleto iba pidiendo descanso, la pandemia había impedido de aprovechar la primavera y la condición física ya se resentia de la falta de hábitos endureros….

Terminamos por hacernos una foto en las ruinas de la Ermita a modo de despedida….

Como cuando nos despedimos de una chica que nos hizo pasar muy buenos momentos, no hemos evitado echar una última mirada hacia atrás….

A nuestra espalda una manto denso de nubes amenazaban con descargar su furia…

Fuimos para casa por el camino, por entre conejos y gotas de agua, que poco a poco  mitigaban el calor y la deshidratación!

La mañana siguiente me dolía todo el cuerpo, pero a cada movimiento y cada dolor, una sonrisa tonta se me dibujaba por entre los pelo de la Barba rizada!

Gaivota

Se uma gaivota viesse
Trazer-me o céu de lisboa
No desenho que fizesse,
Nesse céu onde o olhar
É uma asa que não voa,
Esmorece e cai no mar.

Que perfeito coração
No meu peito bateria,
Meu amor na tua mão,
Nessa mão onde cabia
Perfeito o meu coração.

Se um português marinheiro,
Dos sete mares andarilho,
Fosse quem sabe o primeiro
A contar-me o que inventasse,
Se um olhar de novo brilho
No meu olhar se enlaçasse.

Que perfeito coração
No meu peito bateria,
Meu amor na tua mão,
Nessa mão onde cabia
Perfeito o meu coração.

Se ao dizer adeus à vida
As aves todas do céu,
Me dessem na despedida
O teu olhar derradeiro,
Esse olhar que era só teu,
Amor que foste o primeiro.

Que perfeito coração
Morreria no meu peito,
Meu amor na tua mão,
Nessa mão onde perfeito
Bateu o meu coração.