La Cabra Tira Al Monte

Uma manhã fria das de Abril, sol timido e sem nada para fazer.
Pensei em tentar descurtinar a melhor forma de cruzar o Sistema Iberico sem perder de vista o unico rio que o faz. Alem do Jalon, que de forma tortuosa e acidentada divide o Sistema Iberico, mais ou menos paralelos ao leito do Jalon, foram construidas as principais vias do pais pois por aí passam a A2, que liga Madrid a Barcelona, uma ferrovia de mercadorias e uma de alta velocidade, onde as composições furam pelos montes da Serra de Vicor e Morata.
Isto impossibilita procurar um caminho que não esté poluido por estas infrastuturas.
E de repente parei para pensar e…
Que se lixe, hoje é para curtir!

Isto foi uma pista que encontrei por donde andei, onde aproveitei para fazer a minha primeira incurção numa pista tecnica que me pos a suar em menos de nada.
foi lá tambe onde me iniciei no “salto ao tronco”!

Saber saltar bem um tronco é uma tecnica que ajuda na transposição de obstaculos, assim como um optimo treino para o posicionamento em cima da mota.
Tambem é fixe para te por a suar de forma quase instantanea se a tua consição fisica for má.

Depois da suadeira, era tempo de fazer uns caminhos, passar para a outra margem do Jalon e procurar um barranco virgem no meu reportorio!
Aparentemente era relativamente facil, mas tinha dois obstaculos interessantes que obrigam precisamente a aplicar a tecnica do salto ao tronco. Quando o trilho se acaba, como cereja em cima do bolo, uma subida às Ruinas do Castelo de Rueda de Jalon onde a vista para o verdejante vale do Rio Jalon contrasta com o seco dos montes à sua volta!

Depois do barranco e do premio das Ruinas do Castelo, fui à procura das paisagens proprias de um bom spaguetti western…

Os montes da margem sul do rio Jalon, entre Bardallur e Epila, oferecem uma trama densa de trilhos explorados pelos aficionados ao Enduro que nos oferecem paisagens interessantes.

Alem disso , esses trilhos as vezes conduzen-nos a a zonas tecnicas, com obstaculos que propiciam a aprendizagem sem que os sustos não sejam uma constante!

Este trilho não tinha saída e embora tenha valido a pena pelas paisagens, obrigava a voltar para tras. Nem sempre é facil fazer o caminho inverso e convem sempre evitar meter-se numa alhada e ter a certeza de que se capaz de sair de algum impasse.
No todo terreno existem duas palavras de respeito.
Descer e subir.
A primeira porque todos os santos ajudam e quando o desiquilibrio surge as inercias tendem sempre a piorar a situação. A Segunda porque, se a coisa não corre bem a coisa inverte-se e podes começar a descer!

Depois do susto, depois de desfazer o caminho, decidimos visitar os primeiros trilhos que fiz, em tempo idos, com a Dulcinea, que foram a minha estreia absoluta nisto do enduro!
Para alem da familiaridade, Urrea de Jalon é o municipio onde se encontra uma das subidas que mais respeito me dá, que nunca a consegui fazer sem que uma queda me impedisse de a completar…
Foi assim com a Dulcineia (cujo motor era manifestamente impotente) e foi assim com a transmissão de origem de Artax….
Mas tenham calma, já lá iremos, primeiro ainda esta este video que tem algumas coisas interessantes, para alem do barranco da Oliveira em Bardallur que tambem tem o seu grau de difculdade!

Depois do docinho nostálgico era tempo de rodar pela crista do monte até descer à ermita de San Sebastián (nos arredores de Bardallur) para fazer o caminho inverso de volta a Urrea por um trilho técnico e super divertido.

O Barranco de la Olivera não é nada mais nada menos que o leito de um riacho seco, por donde escorrem as chuvas tormentosas características da zona. Isto propícia os obstáculos naturais que se transformam em desafios à perícia de quem gosta de sair com a cabra al monte!

A medida que vamo subindo a dificuldade vai diminuindo e em algum momento se pode voltar a disfrutar de umas paisagens interessantes, se bem que eu estava mais interessado em imprimir um andamento mais vivo à coisa.

De volta a Urreia, o desafio da subida picava na mioleira e nem os Michelin de tacos desgarrados e mal tratados em fim de vida me moviam de tentar fazer a subida!

Chegados lá é depois de fazer um reconhecimento visual à coisa reparei que os regos estavam mais estreitos e profundos que as águas do inverno seco tinham feito um trabalho interessante que aumentou ainda mais a dificuldade da coisa.

La no alto, a meio, havia tempo (uns 50 metros) para descansar e planear o derradeiro ataque onde nos esperam dois degraus rochosos como último desafio.

Estava confiante, tinha mais umas horas de trambolhões no pelo, sabia que a transmissão de Artax aguentava bem a exigência e lidava melhor com as inercias.

No entanto, decidi subir em primeira desde o início, evitando assim um erro comum nas reduções, que é de ficar em neutro e perder toda a inércia que se leva em menos de nada.

Allá voy!

Mas a sorte, uma vez mais, não me acompanhou!

Estranhei um movimento em Artax que me pôs de alerta.

Conforme se pode ver no vídeo, após uma breve inspecção ao sistema de transmissão, reparei que a guia da cremalheira se tinha partido por causa de algum impacto que sofreu.

Teria que adiar o último assalto à subida e voltar para casa choroso…

Procurei os caminhos agrícolas e fui fazendo caminho para casa “al tran tran” para evitar o inevitável, que se traduziu num embrulhanço da transmissão e consequente queda!

Os últimos 500m foram feitos a empurrar a Artax com a corrente pendurada no basculante!

E prontos, chegamos inteiros e contentes, com trabalho para fazer mas como isso também é algo que curto fazer….

[Test Drive] Kawazaki Z900RS

O dia amanheceu molhado, com o vento a obrigar as nuvens a correr de encontro às montanhas. Desde a passadeira que me obrigava a correr, olhava pelos enormes vidros do ginasio como as gotas iam caindo no chão. Mais um dia de férias, mais uma madrugada a mais de 150 ppm, mais uma t-shirt molhada, menos 600 calorias activas.

Depois do banho, o pequeno almoço e olhadelas furtivas ao relogio para não me atrasar.

Será que nao me vão deixar fazer o test drive?

Que seja o que tiver que ser. Eu vou lá, a mota está lá, só não saímos os dois do stand se o vendedor não quiser!

Pela primeira vez nos ultimos 2 anos vou fazer um Test Drive a uma mota. O ultimo test que fiz foi à Integra e desde então, por não ter interesse em comprar , ou por falta de disponibilidade, deixei de parte esta forma de criar opiniao sobre as motas que existem no mercado.

Desta vez, aproveito a oportunidade para me estrear na edição das minhas opiniões sobre as motas objecto de teste. Não vão haver isenções, porque se trata de uma opiniao pessoal, da qual se pode estar de acordo ou não, mas sem deixar de ser o meu ponto de vista sobre os diferentes aspectos que avalio numa mota!

Desta feita a eleita foi uma moto que deriva de uma Street Fighter, que foi adaptada para encaixar na corrente estilistica vintage.

A Z900RS é uma neo-classica com um aspecto dos anos 70, quando a familia Z se estreou na andadura motociclistica.

Não é facil ficar indiferente as linha classicas da mota, que inicialmente fazem lembrar a primeira Z, mas que se vai misturando com aquele paracer familiar das Zephyr dos anos 80.

Como estava a chover, o teste foia feito essencialmente em ambiente urbano, onde a generosidade do motor acompanhava a sua sauvidade até as 5500 rpm. Altura em que deixava de haver sauvidade e abundava a genorosidade!

De facto a Z acelera muito bem, com um som proprio de um tetra, capaz de nos catapultar para velocidades de telejornal.

A medida que a velocidade aumenta, maior é a força que fazemos para nos agarrar.

Para mim o maior defeito da mota reside aqui, na falta de apoios para combater as inercias da mota, que aliada à inexistente protecção aerodinamica, limita uma ciclistica/ motor excelente no que a prestaçoes se refere.

Andar em auto estrada a velocidades acima de 120km/h é mentira. A falta que me faz a minha Maria das Curvas, com aquele barrigão enorme que nos apoia nas acelerações e travagens, e nos protege de boa parte da tareia que nos da o vento.

A Z-RS esta bem acabada, com tudo no seu sitio, um painel sobrio mas com toda a informaçao necessaria (incluido a ciclo lunar e um calendario menstrual configuravel), com um equipamento dentro do normal, suspensões regulaveis com um tarado algo firme mas que permite ler bem a estrada, um motor estupendo, iluminaçao LED, uma boa distribuiçao de pesos que a torna muito maneavel e uns pneus (GPR300) que encaixam muito bem no que se propõe.

Não houve muito tempo para mais, lamentando que tenha que a ir entregar quando as estradas começavam a secar-se.

Seria, sem duvida, uma excelente representante do neo-classissismo na minha garagem….

Vou só ali esticar as pernas….

Com o aumento das horas de luz a minha actividade aventureira/física tem vindo a aumentar.

A verdade é que o ginásio é uma seca e sempre que posso….

Monte, aí vou eu!

No domingo foram 14km, na Segunda 7km, na Quarta mais 10 e ontem ia só ali esticar as pernas, porque os meus músculos ressentiam-se um bocadinho das caminhadas e tal.

Mas prontos, depois de estar quente e de ter ritmo, acabei a subir os montes de Calatayud, acompanhando as suas muralhas milenares.

Hoje estou que nem posso, mas ainda não desisti da ideia de ir ao ginásio para levantar uns pesos…

Postado uma nova trilha: https://pt.wikiloc.com/trilhas-caminhada/calatayud-23118562 (Calatayud) no #wikiloc

Domingo, dia de Missa…

Apesar de ter um Santuário, não sou um gajo muito religioso. Mas sou crente.

Acredito piamente que as minhas motas são a minha fonte de alegria.

Desde o principio do mês que uma vaga de frio, chuva e neve, estacionou na Peninsula desaconselhando o uso da mota. Quer dizer, para ir ao monte estava altamente, mas o meu pobre coração palpitava por Dorothy.

Por Dorothy e pelos Pirineus….

-Miúda! Domingo vou andar de mota…

-Com este frio? Não estás a pensar que eu vá contigo pois não!?

– Não sejas tão convencida. Eu para andar de mota só preciso da mota.

O telemóvel tocou os acordes de Sweet Child Off Mine, interrompendo assim aquilo que seria mais uma batalha pela posição Alpha no seio do casal:

– Olá migo! Tudo bem!?- ela fingia não prestar atenção – Domingo!? Andar de Mota? OK! Na boa, onde é que vamos? Olite? Fixe pá!

É assim ficou combinado, Domingo vou à missa a Olite.

Não era os Pirineus é verdade, mas quem me desafiou é companheiro de trabalho e não podia perder o dia todo a andar de mota, uma vez que trabalhava da parte da tarde. A nós os dois Juntou-se um terceiro, montado a bordo de uma Z-SX, o que até foi porreiro pois nunca tinha rodado com nenhuma.

Eram 7 da manhã quando me levantei para começar o ritual.

Olhei para o telemóvel e a temperatura estava em linha com do que vendiam. Lá fora havia 2°C e o Cierzo assobiava nas janelas. Tudo aconselhava a não armar-me em chico esperto, assim que decidi vestir o meu fato térmico Windstopper, vestir o fato de turismo e levar as minha sempre quentes luvas da Alpinestars, responsáveis por manter as minhas mãos quentes à mais de 10 anos.

E ainda bem que assim foi, pois nada mais sair da garagem montado na mota, levei uma bofetada do Cierzo que fechei logo os queixos do capacete modular.

Para ser sincero, se não fosse pela companhia jamais me aventuraria a andar à bofetada com o Cierzo ao longo do Vale do Ebro, para ir a Olite. Principalmente por causa de que o Cierzo é um vento capaz de pôr à prova o Windstopper do meu fato térmico.

Sempre ouço dizer que a melhor forma de não morrer gelado pela sensação térmica que provoca o Cierzo é de subir em altura, onde ele não sopra com tanta força.

Chegado a Pedrola, la estava a Tanqueta do Albino e o Repolho do Fernando à minha espera:

-Quem vai à frente!?

-O Rui! – disse o Albino – Ele é que é o mais experiente, ele que abra caminho!

-Katano! Sou sempre o pobre desgraçado que tenho que levar os tenrinhos pela mão….

Montei na Dorothy e arrancamos em direção a Tauste. Como já era de esperar, tudo plano, sem curvas, o rio Ebro desce o vale com bastante água e no horizonte começam a erguer-se os primeiros planaltos das Bardenas Reales.

Passamos Tauste, desviamos para Pinsoro e depois de um cafezinho rápido, entramos na Comunidad Foral de Navarra por Carcastillo.

Quando, por fim, avistei monte no meu horizonte o bom asfalto acabou.

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Ficamos confinados às fotografias, com um dia de bastantes sombras, mas bem animado com a amena cavaqueira que reinava no pessoal.

A estrada era má, mas as paisagens fariam uns quantos postais não fosse pelo sol ser um bocado tímido.

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Coroando o monte estava Ujué, que obrigava a uma fotografia artística para imortalizar a sua Igreja Fortaleza.

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Quando finalmente pisamos asfalto de qualidade não pudemos tirar proveito dele porque estava molhado!

Menos mal que não apanhamos a tromba de água que parecia ter caído momentos antes porque a estrada estava bastante encharcada.

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E pronto, já chegamos ao nosso destino.

Nem sequer entramos, quer dizer, entramos no bar para merendar, mas adiamos a visita à Olite porque estava um dia feio que convidava a estar numa mesa, a comer ovos com salsichas e a contar mentiras.

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Mas quando saia à rua a fortaleza chamava, convidava a entrar…

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Terei que cá voltar, com calma, para visitar o local com tempo.

E pronto, com o bucho cheio e o reportório de mentiras todo desmascarado, era momento de voltar para casa, pelas estradas nacionais planas e sem grande história para contar.

Ao chegar a Zaragoza ainda tive tempo de ser controlado num control de alcoolemia e drogas, onde o senhor guarda ainda me pediu de forma arrogante para que me despachasse a tirar as luvas, o capacete e o passa montanhas.

E foi assim a minha ida à missa!

Super divertida e muito emocionante.

Fiquei bué fan e vou querer repetir sem dúvida…..

Eu Sao Subi Isto

Todos vocemecezes sabem que eu sou tenrinho no monte.

Mais tenrinho que Miscaro de Novembro.

No passado mês de Dezembro estive na minha terra natal e entre os mimos maternos, as arrelias com a namorada, o Leitão e o Jantar de Natal do Motonliners.pt, consegui escapar-me ao monte com Artax.

Entre outras aventuras, vivi este particular momento que hoje acho curioso.

 

Entre a subida e a descida existem uma diferença de 3 horas, mais ou menos…

O problema está que subi confiando em Artax e em suas capacidades motrizes, fui à minha vida, subí uma das vertentes do Buçaco, fui à Cruz Alta e depois decidi não aventurar-me por caminhos novos e voltar pelo mesmo caminho.

Quando cheguei não podia acreditar que tivesse subido por ali, aquilo parecia um poço sem fundo, muito em aparte por duvidar das minhas capacidades como piloto da Artax.

Mas se eu consegui subir tenho que conseguir descer.

E  assim foi e hoje considero-me um herói, já que ainda não tenho ninguém que diga:

-Pai!! És o meu herói!

O Culto… 

Esta coisa despertou conscientemente em 1994 com uma revista (já extinta) cuja imagem de capa tinha a novíssima CB500.

Desde então o apetite por conhecer esse mundo nunca mais parou. Cheguei a ir a uma concentração a 6km de casa, aventurar-me de cinquentinha por boa parte da geografía portuguesa, ver provas do Campeonato Nacional de Velocidade (CNV), ser moço de recados numa modesta equipa de 125 Produção e até “dar à bandeira” num posto de controlo numa prova do campeonato de Enduro.

Alguém chegou a classificar-me como frikki por saber a ficha técnica de quase todos os motociclos à venda no retângulo.

Mas o que eu gostava mesmo era andar de mota e quase a totalidade das aventuras que vivi, vivo e vivirei, são só mais uma desculpa para andar de mota. De uma 50, passei a uma 125, depois uma 500, depois uma 1100, até hoje que tenho quase 4000cc em motas lá  no Santuário.

Vejo as motas como parte de mim, dou-lhes atenção e luto cada dia para que não lhes falte nada.

Principalmente gasolina! ;)

Continuo a estudar a aprender e a defender as motas.

Cheguei mesmo a pousar nú, num dia fresco de Fevereiro, em plena rua, para alertar e sensibilizar a comunidade.

Sim! Acredito que poucos tiveram coragem de olhar para a fotografia.

A estrada é,  em boa parte, culpada de muitas aventuras.

Faz-me sonhar. Torna-se interminável…

E  assim, pela maestría do amigo e companheiro Ricmag, nasceu o Logótipo que reúne um pouco de mim, um pouco do Culto e outro tanto dessa Estrada Interminável.

E é por esse magnetismo que o asfalto exerce, que Maria das Curvas continua a somar quilómetros.

Pelo caminho, fui fazendo amizades, continuei a cultivar o gosto pelas motas, tornei-me num entusiasta e ajudei no que pude as pessoas que encontrei no caminho.

Quando, finalmente, tive a oportunidade de criar o Santuário, percebi que tinha agora outro motivo para cultivar esta paixão.


A mecânica sempre foi uma tentação e, apesar de fazer boa parte da manutenção às minhas motas, sempre pus limites, sempre pensei que ainda não estava preparado… 

E não estou!

Muito longe disso.

Mas ter duas motas paradas no Santuário não é para mim, assim que pus mãos à obra.

Estudei sobre mecânica, li sobre restauro, procurei informação sobre os modelos, agucei o engenho, perdi o medo.

Passo as tardes livres no Santuário, tardes de puro Culto, de veneração às Motas, observando antes de tocar, tocar antes de desmanchar, desmanchar observando, observando consultando as bíblias da mecânica.

Continuo a andar de Mota!?

Claro que sim!

São elas que me levam ao Santuário!

São elas o principal motivo de tudo isto.

Uma subida para Rupert

As vezes saio ao monte com Artax, outras vezes com Rupert. 

Numa dessas saídas dei por mim a fazer os mesmos caminhos que faço com a Artax. 

 

Uma vez lembrei-me de desafiar o meu bom amigo Eddie para vir conhecer as boas aptitudes como escalador do Rupert. 

Numa mistura de medo e confiança, Eddie entrou em Rupert e gravou com o seu telemóvel este pequeno vídeo. 

Distance 

Tenho andado desaparecido.

Mas não tenho estado parado. 

Desde a última RIM fiz muitos km a bordo da Dorothy e incluí nos meus projectos mais dois novos nomes!

Voyager e Galita!

O LoneRider Sanctuary é cada vez mais uma realidade da qual vos tenho que contar em breve. 

Mas o que me anda realmente a comer o coco é isto. 

Este é o meu calcanhar de Aquiles mais recente, o sistema eléctrico.

Esse sistema neurológico que obriga a estudo e dedicação, do qual não posso recorrer da força dissuasora do meu bom amigo Martelo. 

Foi então que conheci o, agora muito mais chegado, Multímetro. 

Multímetro é aquela ferramenta ideal para os trabalhos neurológicos nas motas, mede voltagem, impedância e a continuidade (ou não) da corrente através dos nervos. 

A maior afinidade com o Multímetro, maior a ira ciumenta do meu bom amigo Martelo. Tudo isto obriga a marcar alguma distância para evitar de ser acusado de dar um trato preferencial a um ou a outro! 

Pirineus (parte 1)- La Trans-Pirinaica

Estar de ferias é muito chato.
Não ter hora para te levantar, para te deitar, fazer a comida sem o stress do relógio, programar os dias com calma, sem improviso e preocupações, namorar, oferecer flores à miúda, ver o mundo com outros olhos….
Tudo muito aborrecido!
É então que eu começo a sentir a nostalgia do Adagio para Cordas de Barber e o mundo verde e cheio de flores começa a ficar cinzento, sombrio e assustador!
Já me dispunha entregar o meu pescoço ao verdugo quando a Cavalgata das Valquirias começou a contaminar tudo com alegria e energia, e no horizonte aparece uma linda égua, toda ela negra, com a crina grisacea, de cavalgar imponente e majestoso, preparada para me salvar do verdugo:

-Acorda….
-Acorda!!!!
-Eu não sou a Dorothy, para de me puxar os cabelos!!!

Isto não se faz!
Precisamente naquele momento em que me dispunha a montar aquele belissimo animal a mulher atira-me da cama a baixo:

-O raio dos ciumes, pá!
-Que ciumes
– dizia enquanto tentava recolocar o couro cabeludo- Estavas a sonhar com o raio das motas e a puxar-me os cabelos!
-Qual mota, qual carapuça mulher! Era uma égua!
-Não quero saber nada disso. Quero é dormir descansada que não tarda, tenho que ir trabalhar. Infelizmente não tenho a sorte de estar de ferias!

Enquanto se deitava de novo no ninho, eu fui há casa de banho…
Espera lá!
Ela tem razão!
Eu estou de ferias!

Passadas duas horas ela baixa à cozinha e junto ao tabuleiro onde estava o seu pequeno almoço estava um bilhete que gritava:

FUI-ME EMBORA!
ESTOU DE FÉRIAS!
MAMO-TE (quando volte)!

P.s.:
Como tenho o curso na quinta e hoje é segunda….
Como estou de férias e não tenho nada para fazer…
Como deves estar chateada comigo por te ter puxado os cabelos, decidi ir dar uma voltinha, fazer alguma coisa e assim dar-te tempo de acalmar o fel!
Fui com a Dorothy!
Não te esqueças de dar uma vista de olhos na Dulcinea e na Maria todos os dias, ok!?
Dá de comer ao piriquito ok!?

P.s.2:
Nós não temos piriquito!

Preparar uma viagem em pouco mais de duas horas, durante a madrugada e influenciado pela sonolência pode resultar catastrófico, por isso revia mentalmente o que tinha posto nas laterais da Dorothy.
Por sorte estava tudo, desde a roupa, o fato de chuva, a bolsa de barbear,o mapa da península, a câmara e a tablet com os livros electrónicos.

1 Saida

Só ainda não sabia onde e como preencher o meu tempo, mas a placa da Autovia punha Huesca e por lá se vai para o Monrepos!
Para já era por lá que iriamos. Depois consultariamos o mapa!

2 Monrepos

Cá estamos!
A partir daqui a estrada, a pesar de estar em obras, é um manto de diversão. Vinte km de curvas rapidas que desenham vários ganchos com inclinações de medo!
Pouco a pouco começo a desenhar na minha cabeça o mapa da viagem.

3 Desvio

À direita do Monrepós, a norte da cidade de Huesca, ergue-se o maciço rochoso de Guara, desconhecido por mim, mas que pelo mapa tinha por lá umas estradas interessantes e umas paisagens que foram uma surpresa.
Outro detalhe interessante são as povoações, habitadas geralmente por pessoas idosas e cujo numero de habitantes por vezes não supera a dezena.

4 Policia Local

Paramos num deles, onde o “Policia Municipal” tratou de avisar os habitantes da presença do intruso!

5 Pueblo

Casas frias no verão e quentes no inverno….
A pedra destas casas, para alem da robustez, confere uma camuflagem natural. Este pequeno aglomerado, dificilmente se distinguiria visto desde um avião.

6 Rio Escarpado

Começamos a ganhar altura e o rio que nos acompanhava esforça-se por descer o monte, saltando de pedra em pedra.

7 Vale do rio

Neste caso, trata de desviar-se dos obstaculos, alguns deles com alguma tonelada de peso, mesmo que para isso tenha que passar forçosamente por debaixo deles.
Mas a estrada trata de nos deliciar com curvas e mais curvas….

8 Curvas 1

Paisagens e horizontes acidentados…

9 Paisagem

Onde a agua e a terra lutam com as suas armas para dificultar a vida um do outro, proporcionando espectaculos como este.

10 Queda de Agua

E no meio disto tudo há sempre quem se dispõe a desafiar as regras que a natureza nos impõe.

11 Alpinistas

Estes montanhistas, ou barraquistas (como dizem os aragoneses), dispõem-se a descer por esta garganta!

12 Altura

Enquanto disfrutava deste cenário, respirava este ar puro, pensava na miuda!
Como deve ter reagido com o meu bilhete?
Com que humor foi trabalhar?
Bem, não pensemos em problemas e coisas tristes!
Quando desperto deste pensamento vejo que havia uma CTX parada ao lado da Dorothy!
Admirando a mesma vista que eu, um senhor de 50 anos, fumando o seu cigarro cumprimenta-me com um timido “Hola!”.
Foi assim que conheci Enric, um montanhista catalão, que fazia pouco que tinha descoberto a melhor forma de viajar. Viajar de mota, para ele, foi um acto de liberdade, uma forma de expandir os seus horizontes sem ter limites!
Andava por ali, porque gosta de ver as paredes rochosas. Tinha estado em Jaca e traçou esta rota porque achou a estrada interessante:

-Não defraudou em absoluto!- disse.

A partir dali, fomos juntos, cada qual a seu ritmo, até Sos, onde paramos para vitaminar.

13 CTX e VFR

Depois decidimos fazer companhia um ao outro, programamos uma parada em Sort, e as que nos desse na vontade para tirar fotografias, fumar ou regar uma arvore.

14 Curvas 2

As curvas seriam mais divertidas e as paisagens mais bonitas!

14 Montanhas

A N260, que liga a costa catalã há costa vasca, atravessa os Pirineus de cabo a rabo, sendo conhecida como a “trans-pirinaica” e é adorada por motociclistas e ciclistas, pelo seu traçado e pelas cotas de altura que atinge!

15 Creu de Perves

A estrada, depois do alto de Creu de Perves, desce abruptamente, numa sequência de cotovelos e curvas lentas até chegar ao vale de Sort.
Dorothy ainda desafiava a CTX mas esta não era fã dos andamentos desportivos, começando logo a roçar com os deslizadores no asfalto.
De vez em quando escapavamo-nos de Enric e a sua CTX para a dose de curvas, mas, assim que parasse para fotografar ela passava por nós com ligeireza e elegância.

16 Bruxa de Ouro

Este sitio tem fama de trazer sorte!
Nesta pequena vila Pirinaica de Sort, está Administracion de Loterias del Estado “La Bruixa D’Or”, pode-se orgulhar de ter a fama e o record de ter distribuído o maior numero de “Gordos” da Loteria de Navidad. Num total 4 vezes, sem mencionar segundos, terceiros e quartos prémios, que totalizam varias dezenas de milhares de milhões de Euros e das antigas Pesetas!

17 Bruxo

Este senhor é o proprietario da Administracion e primou por ser uma pessoa simpatica, simples e humilde.

18 Sort

Deixamos Sort, subindo pela montanha, continuando pela N260 e o seu excelente traçado….

19 Vale de Sort

A tarde já tinha passado o seu equador e Enric dizia que me abandonaria en La Seu D’Ugell para rumar há cidade condal.

20 El Cantó

Esta foi a cota mis alta do dia, a 26km de La Seu. E que 26km de curvas….
A descida é impropria para cardiacos, com rampas de 12% quase sempre limitadas por cotovelos e curvas lentas que fazem aquecer os discos de travão em travagens prolongadas e mordazes.
Os pulsos já acusavam algum cansaço e o desconhecimento da estrada apelavam há precaução.
Uma vez chegados a La Seu D’Urgell, despedi-me da excelente companhia que foi Enric, trocamos dados para não perdermos o contacto e ficamos de nos encontrar em breve.
De La Seu D’Urgell eu apanharia direcção a Andorra la Vella em busca de uma cama onde descansar os ossos.

Uma Barrigada de Curvas

La em casa eramos cinco.
O Chico Galito, venenoso, provocador, capaz de derreter um cubo de gelo com o olhar e o tempo necessário para que este se derreta, contundente e inteligente, um verdadeiro diplomata politicamente incorrecto!
A Escrava Isaura (Bruxa nos momentos de carinho) um poço de ternura, atenta, preocupada, sempre disponivel, trabalhadora incansavel, paciente e com uma “talocha” que punha tudo em sentido.
O mais velho, olhos azuis penetrantes, bruto, feio, engenhoso, convencido e com um coração tão grande que muitas vezes não lhe cabia no peito.
O do meio, estudioso, amante das boas leituras, recortador-mor de jornais, politico, revolucionario, defensor de boas causas, trabalhador de andar traquina, uma rachadela na cabeça que pos fim à saga Mini cá em casa, carinhoso, sensivel, cabeludo e de confiaça.
O mais novo, traquina, inteligente,irreverente, dos que gosta de ver o circo pegar fogo, estratega impulsivo, comunicativo, imaginativo, copinho de leite, problematico com as mulheres, amante de todas as motas que ja existiram e hão-de existir, estudioso das motas, condutor das motas (principalmente), mecanico das motas, lavador das motas (e tudo mais terminado em Motas), para alem de provocador, venenoso e pensador.
Conseguem perceber agora porque é que, depois de conhecerem o meu componente familiar, me pode acontecer tudo e mais alguma coisa!?
Já agora, voces conhecem a Maria Amelia?
Maria Amelia foi a mota que o mais velho comprou quando soube que a Dorothy ia viver para a minha garagem. Mas foi sol de pouca dura, pois o mais velho não podia ficar atras do mais novo!
Na noite de Botorrita, os dois foram fazer as famosas curvas cuja povoação lhes dá nome e a frustração foi tão grande que ele se confessou:

-Tenho que ir buscar uma coisa dessas pá! Esta mota não me deixa curvar como eu quero!
– Já te disse que mudasses esse pneu dianteiro, o pneu esta triangular e é de uma marca diferente do traseiro. É normal que não te dê as sensações que procuras e por isso não tens confiança na mota.
-Não é nada disso pá! É a mota pá, vou muito recto, não é uma posição desportiva que te ajude a curvar…..

O tempo foi passando e o Verão chegou. Ou seja, tempo dos tótós andarem todos à solta…
E como o pessoal anda todo com a lua de ir curtir umas curvas de mota o mais velho encontra num stand uma belissima VFR800 V-Tech e sem exitar compra-a.
E é assim que chegamos aos dias de hoje, onde vos passo a contar como conheci a Gertrudes!

(Com isto já ganhei um empalamento (ou varios), dado que já escrevi mais de um paragrafo sobre uma barrigada de curvas.)

Como é normal por aqui em Aragão o dia começa pela manhã, com o nascer do sol mais ou menos entre as 6h e as 7 da manhã.
Ora hoje, Domingo, estava combinado os manos se encontrarem na primeira “gasolineira” da N330 em direcção a Huesca. O telemovel desperta-me ao som de um dos solos mais brutais de todos os tempos (Meastreted- Deep Purple), o que me faz acordar para a vida algo sobressaltado mas logo com a pica toda!
O sol, esse já era uma enorme laranja que se elevava no horizonte.
Depois do protocolo de despertar, beber o cafe, atirar-me pelas escadas abaixo e descer pelo elevador, a fazer o pino, até há garagem, finalmente encontro a Dorothy que trata de saudar com choque estatico!
Montados nela, motor quente, cavalos já com vontade de sair dali para fora, olho para o relogio que me alertava para a necessidade de me despachar.
Chegados ao ponto de encontro procuro uma VFR branca e nada!
Olho para o relogio 8:05….
Vou esperar 10min!
Bebi café, falei com o pessoal que estava tambem por lá para ir passear de mota, volto a olhar para o relogio e este gajo sem aparecer….
Telefono e nada!
Raios me partam lá o raio que o partiu em mil bocados com cimento cola!
O telefone toca e do outro lado oiço uma voz languida e atordoada:
-Estou….. Estou a sair de casa!
-Adormeceste seu morcão! Para a proxima vens tu a minha casa!
-O que é!?- disse tentando dissimular um bossejo- Eu já vou estou a sair de casa!

2 Dorothy e Gertrudes

Meia hora depois!
E ainda por cima sem tomar café!
-Agora temos que ir ligeirinhos, não é!?
-Se quieseres vais tu, mas a esta hora já os radares estão todos acordados, aqui na auto-via aconselho-te a teres cuidado!
-Então vá, vamos embora, vai há frente!

Era só o que faltava, marcar o caminho ao dominhoco.

2 Monrepos

Os 80km que separam as fotografia foi o suficiente para amainar o fel e agora já só pensava na descida de Monrepós, com os seus cotovelos vertiginosos durante uma boa vintena de km até chegar quase a Sabiñanigo. Depois começavamos a subir de novo para Jaca, onde desviariamos caminho em direcção ao “arame farpado” com a republica francesa.

3 Pirineus Jaca

Por ali estava o vale do Rio Aragon, onde se diz ter germinado o gene aragones…
Subiriamos por esse vale até ao principal objectivo do meu irmão, que era a estação de Canfranc, que se encontra abandonada desde há muito, mas que por si só, significa um periodo importante na historia industrial de Aragão, mas tambem pela sua arquitectura e o seu tamanho que a tornam quase tão colossal como as monatanhas que a rodeiam.

4 Canfranc

É, de facto, gigantesca e para ela se fala em planos de reabilitação e inculsivé de reactivação da linha ferroviaria…

5 Canfranc 2

Satisfeito o carpicho do mano velho, era hora de oferecer mais uma internacionalização há Dorothy.

6 França

A ideia consistiu em fazermos o enorme e aborrecido tunel de Somport, saindo do lado frances e depois voltando a Espanha pela estrada velha!
Foram 16 km de curvas e paisagens…

7 Montanha Ruiva

As paisagens esperam sempre por nós, assim como eu tinha que esperar pelo meu irmão, depois de argumentar que ainda se estava a adaptar há nova montada.

8 Montanhas

Aqui estão as meninas, depois de coroar os 1640m do Alto de Somport

9 Somport

Aproveitamos para beber uma cafezada e por as bocas em dia, para alem de planificar um bocadinho o final de manhã!

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Astun, estancia de sky….

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Um posto avançado do exercito espanhol, utilizado pelo destacamento de salvamento da Guardia Civil no inverno e cedido às instituições de protecção de menores como acampamento base para as ferias dos miudos mais carenciados.
Mas com uma paisagem assim, qualquer um vivia ali!

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Detras da Dorothy e da Gertrudes, as terras altas da Jacetania, um dos territorios de Aragon que menos conheço, mas donde se podem encontrar povoações singulares como Aisa.

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Povoações pequenas, mas com uma trama labirintica de ruelas e becos sem saida, que nos fizeram perder o norte e terminamos por sair de este por um caminho agricola, com atravesia de um leito de um ribeiro seco incluida.
Estava feito o baptismo da Gestrudes numa incursão pelo “todo terreno”.
Uma vez em Jaca, o objectivo era o grande Jabali, 35km de curvas cujas fotos jamais descrevem o prazer de as fazer. Por isso mesmo, não há fotos!
A cada curva o mundo e o horizonte mudavam de prespectiva, as vezes com um frenezim estonteante, Dorothy deixava no asfalto o seu binario, que me impulsionava para a frente, deixando para tras a Gertrudes e um condutor que, para alem de não conhecer a estrada, tinha um kit de unhas atrofiado pela idade.
Os anos e os km que fiz com ele já me davam confiança para estar tranquilo, que não se ia perder, e que não ira reclamar pelo ritmo imposto. A regra era simples. No proximo cruzamento espera-se pelo companheiro ou para que se volte a reunir o grupo.

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Neste caso foi ao final de este tunel, já em pleno vale do rio Gallego.
Paragem tecnica para contar impressões, recuperar o folego e beber algo fresco no bar que estava ali perto!

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O Vale do Rio Gallego é, nesta ocasião a porta de saida dos Pirineus, que nos devolve as planicies da Olla de Huesca, mas ainda tinhamos as ultimas curvas para fazer, que nos deixaram deslumbrados com estas paisagens!

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O Gallego e os Mallos de Riglos…
….algumas curvas mais tarde….

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E depois o “deserto”, um sem fim de campos secos, que mostravam ainda o restos da colheita do cereal numa planicie sem fim, percorrida por estradas secundarias que serpenteam pelo meios das povoações de caracter agricola.

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La atras os Pirineus, que tanto prazer deram em (re)visitar e nos protegeu do calor que agora nos asfixia!
Chegados a Zuera, a autovia foi o caminho mais rapido para chegar há Capital do Reino.
Ao final foram percorridos 400km dos quais mais de metade por estradas de montaña por sitios que eu aconselho a qualquer um de voces a visitar.
Quanto há Gertrudes, ela parece ter sido bem estimada, tem uma pintura singular e as jantes brancas dão-lhe un toque exclusivo, apesar de estarem condenadas a andarem sempre sujas!
Despois disto ficou a vontade de que ela seja uma companheira mais frequente e assidua, sempre que o dono se comprometa a levantar-se a tempo de não obrigar os demais a esperar por ele!